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Bloco condena assassinato de dirigente da Frente Popular da Tunísia

Perante o assassinato, nesta quinta feira, de Mohamed Brahmi, as eurodeputadas Alda Sousa e Marisa Matias, em nome da direção nacional do Bloco de Esquerda, enviaram uma carta à Frente Popular da Tunísia expressando a sua solidariedade “neste momento de luto e de luta”. “É preciso pôr fim à impunidade!”, frisam as dirigentes bloquistas.
Foto retirada do facebook da Frente Popular da Tunísia.

Na carta, as eurodeputadas sublinham que foi com “indignação e perplexidade” que tiveram conhecimento da “morte de Mohamed Brahim, deputado e líder da Frente Popular, no dia da celebração da República e menos de seis meses após o assassinato de Chokri Belaid”.

“A revolução tunisina despertou e desperta uma grande esperança em todo o mundo. Nós estamos convosco neste momento de luto e de luta. É preciso pôr fim à impunidade!”, lê-se no documento.

“Contra o desemprego, a precariedade e a tirania da dívida, contra os ataques às forças laicas e sindicatos, expressamos a nossa solidariedade”, rematam as eurodeputadas.

Mohamed Brahmi, líder do partido de oposição Movimento do Povo, e deputado por Sidi Bouzid, foi assassinado esta quinta feira na sua casa com mais de dez tiros. Brahmi é o segundo dirigente da Frente Popular, constituída por 12 partidos e organizações políticas de esquerda, a ser morto no espaço de seis meses.

A morte de Brahmi motivou uma onda de protestos durante a noite que causaram inúmeros confrontos. A polícia dispersou com gás lacrimogéneo os manifestantes, que exigiam a demissão partido islâmico no poder, o Ennahda.

A principal central sindical - a UGTT - marcou uma greve geral para esta sexta feira, em protesto contra o assassinato político, o que levou a companhia Tunisair e a sua filial Tunisiar Express a cancelar todos os voos programados para este dia.

Os partidos da oposição defendem a dissolução da Assembleia Constituinte e a formação de um governo de salvação nacional responsavél por organizar um processo eleitoral, a ter lugar daqui a seis meses. A Frente Popular incita, inclusive, à “desobediência civil pacífica”, apelando aos cidadãos da Tunísia para elegerem os seus representantes locais, não reconhecendo qualquer legitimidade aos representantes nomeados pelo ministro do Interior.

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