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Bloco recusa plano de ataque aos desempregados

"Eles só estão de acordo numa coisa: atingir as vítimas da crise", afirmou Francisco Louçã após o encontro entre Sócrates e Passos Coelho.

Em conferência de imprensa na sede do Bloco, Louçã referiu-se ao ataque dos especuladores contra a dívida portuguesa, após terem feito o mesmo à dívida grega e enquanto preparam o ataque à espanhola. "O objectivo dos especuladores é recuperar agora o dinheiro perdido ao longo da crise financeira" dos últimos anos, disse Louçã, acusando a União Europeia de estar a falhar, ao agendar apenas para daqui a duas semanas um encontro para responder ao ataque à zona euro.

"Ao adiar a resposta urgente, estão a ser coniventes com a especulação", afirmou Louçã, defendendo em alternativa que haja "coordenação dos países", que passe pela criação de uma agência de notação europeia que tire o lugar às agências de rating existentes, classificadas como "abutres da crise".

"Não é o défice, mas sim a estagnação da economia que provocou o ataque à dívida. A economia recuou aos níveis de 2006. Estamos a perder tempo. Estagnação é desemprego e desemprego é miséria", realçou Francisco Louçã, sublinhando sempre que "a chave da economia portuguesa é o desemprego".

Sobre o encontro entre Sócrates e Passos Coelho, em que acordaram antecipar algumas medidas previstas no PEC, o dirigente bloquista diz que "os dois só estão de acordo para uma única política: antecipar cortes nos subsídios de desemprego e reduzir as prestações sociais, pondo os desempregados a trabalhar abaixo do salário mínimo, ou seja, para atingir as vítimas desta crise".

"Depois de se ter criado o maior nível de desemprego em Portugal, vem agora o bulldozer contra os desempregados", prosseguiu o dirigente bloquista. "Esta é uma política insensata, insensível e duma ferocidade social que não é aceitável numa democracia responsável", acrescentou Louçã, propondo em alternativa "pedir sacrifícios a quem nunca os fez", como introduzir o pagamento duma taxa mínima de 25% de IRC para o sistema financeiro, taxando também com o mesmo valor o dinheiro transferido para off-shores, "que é o dobro do necessário para reequilibrar as contas públicas".

"António Mexia ganhou mais de 3 milhões, João Rendeiro levou 8 milhões e diz agora que é o mesmo banco que levou à falência que lhe deve pagar os impostos, os administradores do BCP levaram mais de 100 milhões quando deixaram o banco após as fraudes. É altura de fazerem alguma coisa por este país", desafiou Louçã.

Em conferência de imprensa na sede do Bloco, Louçã referiu-se ao ataque dos especuladores contra a dívida portuguesa, após terem feito o mesmo à dívida grega e enquanto preparam o ataque à espanhola. "O objectivo dos especuladores é recuperar agora o dinheiro perdido ao longo da crise financeira" dos últimos anos, disse Louçã, acusando a União Europeia de estar a falhar, ao agendar apenas para daqui a duas semanas um encontro para responder ao ataque à zona euro.

"Ao adiar a resposta urgente, estão a ser coniventes com a especulação", afirmou Louçã, defendendo em alternativa que haja "coordenação dos países", que passe pela criação de uma agência de notação europeia que tire o lugar às agências de rating existentes, classificadas como "abutres da crise".

"Não é o défice, mas sim a estagnação da economia que provocou o ataque à dívida. A economia recuou aos níveis de 2006. Estamos a perder tempo. Estagnação é desemprego e desemprego é miséria", realçou Francisco Louçã, sublinhando sempre que "a chave da economia portuguesa é o desemprego".

Sobre o encontro entre Sócrates e Passos Coelho, em que acordaram antecipar algumas medidas previstas no PEC, o dirigente bloquista diz que "os dois só estão de acordo para uma única política: antecipar cortes nos subsídios de desemprego e reduzir as prestações sociais, pondo os desempregados a trabalhar abaixo do salário mínimo, ou seja, para atingir as vítimas desta crise".

"Depois de se ter criado o maior nível de desemprego em Portugal, vem agora o bulldozer contra os desempregados", prosseguiu o dirigente bloquista. "Esta é uma política insensata, insensível e duma ferocidade social que não é aceitável numa democracia responsável", acrescentou Louçã, propondo em alternativa "pedir sacrifícios a quem nunca os fez", como introduzir o pagamento duma taxa mínima de 25% de IRC para o sistema financeiro, taxando também com o mesmo valor o dinheiro transferido para off-shores, "que é o dobro do necessário para reequilibrar as contas públicas".

"António Mexia ganhou mais de 3 milhões, João Rendeiro levou 8 milhões e diz agora que é o mesmo banco que levou à falência que lhe deve pagar os impostos, os administradores do BCP levaram mais de 100 milhões quando deixaram o banco após as fraudes. É altura de fazerem alguma coisa por este país", desafiou Louçã.

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