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PS vai negociar compromisso com PSD, CDS e Cavaco e votar a favor da moção de censura

António José Seguro respondeu negativamente ao desafio que lhe foi feito neste sábado por João Semedo, para “rejeitar negociar acordo com PSD, CDS e Cavaco”e anunciou a sua “disponibilidade imediata” para conversações com PSD, CDS e Cavaco Silva para encontrarem um “compromisso”. O líder parlamentar do PS, Carlos Zorrinho, anunciou, neste domingo, que o PS vai votar a favor da moção de censura ao governo apresentada pelo PEV e diz que não há contradição com a negociação com os partidos do governo.
ara Carlos Zorrinho não há contradição entre votar favoravelmente a moção de censura ao governo e estar simultaneamente a negociar um compromisso com os partidos do governo, porque, segundo o líder parlamentar do PS, “nós não estamos a dialogar com o Governo, nós estamos a dialogar com os partidos"

De acordo com um comunicado publicado no site do PS, António José Seguro “transmitiu ao Presidente da República a disponibilidade imediata do PS para iniciar o processo de diálogo com vista ao compromisso de salvação nacional, assente nos três pilares propostos” e indicou Alberto Martins para “chefiar a delegação do PS”.

No referido comunicado, o PS refere que a 13 de julho (sábado) o “PS insistia, pelo terceiro dia consecutivo, na necessidade de todos os partidos com representação parlamentar serem convidados a participar no processo de diálogo”, que António José Seguro “não abriu mão da sua posição” e justifica a mudança de posição com “as posições públicas de auto-exclusão do processo de diálogo por parte dos líderes do PCP e do BE”.

Seguro responde assim negativamente ao desafio que lhe foi feito neste sábado por João Semedo, para “recusar o convite” e “não se associar ao PSD e ao CDS na discussão da renegociação do memorando” (aceda à notícia no esquerda.net: Semedo desafia Seguro a rejeitar negociar acordo com PSD, CDS e Cavaco).

Entretanto, neste domingo, Carlos Zorrinho anunciou que o PS vai votar favoravelmente a moção de censura ao governo que vai ser apresentada pelo Partido Ecologista "Os Verdes" e debatida na AR na próxima quinta-feira.

Para Carlos Zorrinho não há contradição entre votar favoravelmente a moção de censura ao governo e estar simultaneamente a negociar um compromisso com os partidos do governo, porque, segundo o líder parlamentar do PS, “nós não estamos a dialogar com o Governo, nós estamos a dialogar com os partidos".

PSD e CDS-PP também já indicaram os seus representantes no processo de negociação, que serão Jorge Moreira da Silva (PSD) e Pedro Mota Soares (CDS), atual ministro da Solidariedade e Segurança Social.

Lembramos que João Semedo lamentou, neste sábado, que o secretário-geral do PS "tenha aceitado o convite do Presidente da República", salientou que o Bloco não foi "convidado" porque não pertence "a esta família da ‘troika’" e frisou: "Não assinámos o memorando, não desejamos, nem achamos que a solução dos problemas do país esteja na atualização do memorando, achamos que as soluções para o país passam exatamente por não cumprir as políticas do memorando".

João Semedo sublinhou ainda que o país está "sem Governo" e que hoje "a alternativa é clara": "Ou eleições ou mais crise política, ou eleições ou mais catástrofe social, ou eleições ou mais recessão e desemprego, são as alternativas que hoje se colocam ao Presidente da República, ao Governo, a todos os partidos políticos e aos portugueses".

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