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Funcionários públicos perderão 965 milhões em 2014

Estimativas feitas pelo executivo de Passos Coelho, e confirmadas pela Comissão Europeia, demonstram que os funcionários públicos perderão 965 milhões de euros em 2014, mais que um subsídio de férias. Se se somar o total de cortes feitos e previstos, o valor ascende a 1700 milhões de euros, mais que dois subsídios.
Foto de Paulete Matos

Segundo contas feitas pelo Governo, validadas pela Comissão Europeia, os funcionários públicos perderão cerca de 965 milhões de euros no próximo ano económico, ou seja, mais que um subsídio de férias.

O aumento do horário de trabalho, a redução do número de horas extraordinárias e o aumento das contribuições de trabalhadores para os sistemas de saúde – acompanhada pela redução do financiamento estatal – contabilizam 520 milhões de euros em cortes.

Por sua vez, as alterações efetuadas nas tabelas remuneratórias contabilizam perdas, para os trabalhadores da função pública, de 445 milhões.

Este valor ultrapassa em larga medida os 800 milhões de euros que o Governo teve que devolver aos funcionários do Estado após decisão do Tribunal Constitucional.

Segundo a Unidade Técnica de Apoio Orçamental, em 2015, “o impacto total do conjunto desta medidas ascende a 1.133 milhões de euros o que representa um valor significativamente superior ao previsto no Orçamento de Estado” para a reposição dos subsídios de férias.

Relembra o Jornal de Negócios que se juntar os despedimento e os cortes salariais obtidos por saídas para a reforma e para a mobilidade especial, que o executivo pretende aplicar de 2013 para 2014, os cortes ascenderão a 1700 milhões de euros, estima a Comissão Europeia na sua última avaliação ao programa de austeridade português.

Assim sendo, o valor supracitado ultrapassa os 1600 milhões de euros, valor da soma dos subsídios de férias e de natal.

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