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Transportes gratuitos?

E se não precisássemos de comprar bilhete nem passe para andar nos transportes públicos?

A ideia pode parecer bizarra ou utópica, mas a experiência de transporte público gratuito já existe em algumas cidades da Europa há alguns anos. Existe em cidades nórdicas, entrou este ano em vigor na capital e outras duas cidades da Estónia, existe na Bélgica, na Polónia, na Eslovénia, na Rússia e, mais perto de nós, na Espanha e na França.

Será que isto poderia alterar o uso que fazemos do transporte coletivo? Que impacto teria na qualidade de vida das populações? E na fluidez do tráfego urbano, na qualidade do ar, na forma como vivemos a cidade? Será economicamente sustentável para as autarquias que o promovem ou para o Estado? Como se financia? A gratuitidade deve ser geral ou só para alguns utilizadores? Em toda a rede, ou só em algumas linhas ou alguns modos de transporte?

A boa notícia é que vamos poder colocar diretamente estas e outras perguntas a quem as sabe responder. Magali Giovannangeli, a presidente do agrupamento de municípios do Pays d’Aubagne e de l’Etoile, no Sul de França, que estabeleceu a gratuitidade dos transportes em 2009, vem a Portugal explicar como tem corrido esta experiência numa área com 100 mil habitantes. Estará no Porto, na Universidade de Verão da Esquerda Europeia, que vai ter lugar no Estádio do Dragão de 3 a 6 de Julho, para responder a todas as nossas (e vossas) perguntas.

A entrada é livre. E gratuita, como os transportes em Aubagne.

Artigo publicado em “O Gaiense” e no blogue renatosoeiro.blogspot.pt

Sobre o/a autor(a)

Dirigente do Partido da Esquerda Europeia. Engenheiro Civil.
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