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Nunca houve tão pouco emprego em Portugal

O emprego em Portugal caiu para mínimo de sempre desde que há registo pelo Instituto Nacional de Estatística. Só no primeiro trimestre deste ano foram destruídos mais de 100 mil empregos. INE reviu também o PIB em baixa.
Quanto mais o governo fala de combate ao desemprego, mais este se agrava. Foto de Paulete Matos

Quanto mais o governo fala de combate ao desemprego, mais este se agrava. No 1º trimestre de 2013, revelou um relatório do Instituto Nacional de Estatística desta quarta-feira, o emprego total para o conjunto da economia, corrigido de sazonalidade, sofreu uma queda mais acentuada, passando de uma variação homóloga de -4,2% no trimestre anterior, para -5,2%. Face ao 4º trimestre de 2012, o emprego total apresentou uma redução de 2,2% (-2,0% no trimestre precedente).

Por sua vez, o emprego remunerado, igualmente corrigido de sazonalidade, registou uma redução homóloga de -4,9% (-5,1% no 4o trimestre de 2012).

Pelas contas do INE, o emprego caiu de 4.565,3 mil no quatro trimestre de 2012 para os 4.464,0 no primeiro trimestre deste ano.

Este é valor mais baixo desde que há registo nas estatísticas do INE, que datam do primeiro trimestre de 1995, altura em que existiriam 4.516,1 mil empregos na economia portuguesa.

Queda do PIB foi ainda maior

O Produto Interno Bruto (PIB) registou uma diminuição homóloga de 4,0% em volume no 1º trimestre de 2013 , revelou o INE no mesmo relatório, revendo em baixa a Estimativa Rápida que o próprio Instituto tinha feito.

A redução mais acentuada do PIB foi determinada pela redução da procura interna, que passou de um contributo de -4,6 pontos percentuais no 4º trimestre de 2012 para -6,4 pontos percentuais.

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