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Itália faz governo de “bloco central”

Enrico Letta, do Partido Democrático, anuncia o novo governo que tem como número dois o braço-direito de Berlusconi, Angelino Alfano, o homem que tudo fez para livrar o milionário dos processos judiciais que o perseguiam.
Enrico Letta chegou a acordo com Berlusconi. Foto de By Andreas Caranti

Enrico Letta, vice-secretário-geral do Partido Democrático da Itália, comunicou ao presidente Giorgio Napolitano que conseguiu formar governo, anunciando já a sua composição. O governo representa uma coligação entre o PD e o Partido da Liberdade de Sílvio Berlusconi, tendo vários independentes em ministérios importantes.

A maior surpresa foi a nomeação de Angelino Alfano, o braço-direito de Berlusconi, para os cargos de vice-primeiro-ministro e ministro do Interior. Alfano já foi ministro da Justiça e tentou impor uma lei, declarada inconstitucional, que pretendia dar imunidade absoluta a Silvio Berlusconi. Foi Alfano o cérebro por trás de todas as manobras para livrar o milionário dos problemas judiciais que o perseguiam.

O ministro da Economia é o vice-governador do Banco da Itália, Fabrizio Saccomanni, e a ex-comissária europeia Emma Bonino terá a pasta dos Negócios Estrangeiros. Anna Maria Cancellieri, ministra do Interior de Mario Monti, ficou com a pasta da Justiça.

O novo governo toma posse já este domingo e deverá comparecer diante do Parlamento na segunda-feira.

Os votos do PD e do PDL devem garantir a aprovação parlamentar ao novo gabinete. Deverão votar contra o Movimento 5 Estrelas de Beppe Grillo, o partido Esquerda Ecologia e Liberdade, que nas eleições fez uma coligação com o PD, e os Irmãos da Itália, uma formação nova que cindiu do PDL. A Liga Norte ainda não decidiu o seu voto.

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