João Semedo

João Semedo

Médico. Aderente do Bloco de Esquerda.

O programa do governo dedica 2051 palavras à política de saúde, melhor dizendo, ao sistema de saúde. O programa não é sobre os problemas do SNS e as medidas para a sua modernização e desenvolvimento mas sobre a redução de direitos e a privatização de centros de saúde e hospitais.

A falta de médicos de família está a desmembrar o SNS. A actual situação é de verdadeira emergência. Em defesa do SNS, o Bloco responde com novas propostas ao cruzar de braços do governo.

Honório Novo, deputado do PCP, resolveu utilizar a sua crónica no JN para mais um ataque ao Bloco de Esquerda.

O Health Cluster de Portugal divulgou, com pompa e circunstância, um estudo sobre a sustentabilidade e o financiamento do SNS. Sem surpresas, o estudo sentenciou a morte do SNS.

Ninguém no governo acredita que este orçamento seja cumprido. Encerrada a sua discussão a única dúvida que resta é saber quantos dias o ministro das finanças ainda responderá por um orçamento que perpetua a crise económica e social do país.

A greve geral de dia 24 separa as águas. Com a greve estão os que dizem não a este orçamento, contra a greve estão todos aqueles para quem este orçamento é um verdadeiro brinde.

O governo pretende poupar 250 milhões de euros na despesa com medicamentos. O que não diz, é que essa poupança vai ser feita à custa do bolso dos cidadãos.

Estão em discussão e confronto quatro projectos. Como é natural, há pontos comuns mas, também, diferenças mais ou menos acentuadas.

No dia 1 de Outubro, todos vão passar a pagar mais na farmácia. Há uma alternativa a estas medidas capaz de produzir poupança tanto para o estado como para o doente...

Tarde e a más horas, a ministra da saúde acabou por entregar o primeiro relatório anual sobre os tempos de acesso dos portugueses aos cuidados de saúde... é um retrato preocupante da situação em que se encontra o SNS.