You are here

Governo quer “destruir o consenso sobre Estado Social que foi construído com o 25 de Abril”

A coordenadora do Bloco de Esquerda Catarina Martins acusou o Governo de querer “destruir o consenso sobre Estado Social que foi construído com o 25 de Abril”. A dirigente bloquista teceu ainda duras criticas ao ministro da Educação, Nuno Crato. Este “é o Governo do autoritarismo e Nuno Crato é a cara desse autoritarismo”, referiu.
Foto de Paulete Matos.

Durante a sessão de apresentação da candidatura do Bloco de Esquerda à Câmara e à Assembleia Municipal de Vila Nova de Gaia, que teve lugar na sede dos Mareantes do Rio Douro, em Gaia, Catarina Martins referiu-se ao facto de o Governo vir agora, “depois de ter falhado em tudo e da destruição que deixou à vista, falar de consensos”. “Como podemos nós aceitar que a política se possa transformar numa coisa tão vazia, que quem faz a destruição tenha a falta de vergonha de falar em consenso”, interrogou.

Em Portugal, adiantou, “há quase 40 anos de consenso sobre democracia e de consenso sobre estado social”. “Trabalhamos e, solidariamente, contribuímos para um Estado social: quem ganha mais paga mais impostos, quem ganha menos paga menos impostos e todos defendemos que tenhamos acesso à Escola, à Saúde e à Segurança Social. Esse é o consenso que foi construído com o 25 de Abril e este Governo quer destruir este consenso”, salientou.

“Mais uma vez, destruição. Destruir o único consenso que existe em Portugal é o único objectivo deste governo”, lamentou a deputada do Bloco de Esquerda, sublinhando que “Portugal é neste momento, e vergonhosamente, o país da Europa que menos investe em Educação: 4% do PIB”. “Estamos a nível da Indonésia", avançou ainda.

Segundo a dirigente bloquista, “este Governo tem de ser parado e temos de ter mudanças concretas”.

Este “é o Governo do autoritarismo e Nuno Crato é a cara desse autoritarismo”

Catarina Martins teceu também duras criticas ao ministro da Educação, Nuno Crato, que “decidiu, do pé para a mão, a cinco meses de começar o próximo ano letivo, sem nenhum período experimental, alterar os programas de Matemática” para o ensino básico.

A coordenadora do Bloco de Esquerda considera que esta alteração constitui um “experimentalismo com um milhão de crianças, que o Governo quer começar em setembro” e que “não podemos permitir que aconteça”.

Este “é o Governo do autoritarismo e Nuno Crato é a cara desse autoritarismo”, afirmou a deputada, lembrando que “até a Sociedade de Matemática, que fundou, está contra isso”.

Catarina Martins referiu ainda que o ministro da Educação mentiu ao garantir “há um ano, quando despediu milhares de professores contratados, que não iria despedir um único professor do quadro”. “Era mentira, como está à vista”, frisou.

“Com este anunciado fim de 12 mil vagas, o que o Ministério da Educação pretende é colocar professores em horário zero, para a seguir os levar para a mobilidade, que é a antecâmara dos despedimentos massivos que o Governo está a preparar em toda a função pública”, alertou.

Bloco apresenta candidatos autárquicos de Vila Nova de Gaia

Durante a sessão realizada em Vila Nova de Gaia foram conhecidos os candidatos do Bloco à Câmara de Gaia, o economista Eduardo Pereira, e à Assembleia Municipal local, o dirigente sindical Jorge Magalhães.

Na sua intervenção, Catarina Martins afirmou que o presidente da autarquia local, Luís Filipe Menezes, há 16 anos no poder, exerce o cargo há “tempo a mais”.

Por outro lado, a deputada criticou o candidato do PSD à Câmara de Gaia, Carlos Abreu Amorim, porque “foi um dos principais defensores, na Assembleia da República, do corte cego nas freguesias e é agora um regionalista descentralizador”. “Não podemos aceitar tamanha hipocrisia”, destacou.
 

Termos relacionados Política
(...)