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Faculdade suspende aulas, devido a despacho do ministro das Finanças

A Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa suspendeu as aulas clínicas, até 24 de abril, por estar impedida de comprar material de higiene pelo despacho de Vítor Gaspar que proíbe a despesa. Outras faculdades têm atividades de investigação paralisadas. Segundo o reitor da Universidade da Madeira, a situação das academias portuguesas "está a ficar cada vez mais complicada" devido aos cortes.
A Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa suspendeu as aulas clínicas, até 24 de abril, por estar impedida de comprar material de higiene pelo despacho de Vítor Gaspar que proíbe a despesa

O site do “Diário Económico” noticia que a Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa, suspendeu nesta quinta-feira as aulas clínicas até 24 de abril, por estar impedida de comprar materiais de higiene, como luvas, aspiradores ou copos.

Segundo uma circular da direção da Faculdade, a que o jornal teve acesso, todas as aulas clínicas do curso de Medicina Dentária e Higiene Oral dos 4º e 5 anos foram suspensas. A direção da Faculdade está "a desenvolver todos os esforços para que a atividade clínica seja exceção da abrangência do referido despacho".

O jornal noticia também que as universidades técnicas de Lisboa, Porto e Minho têm as atividades de investigação paralisadas e estão impedidas de contrair despesas com produtos alimentares, de deslocações ao estrangeiro ou de outros serviços como internet.

A situação é muito difícil em todas o ensino superior público. Os reitores das universidades temem que a situação piore nos próximos dias, até 3ª feira quando o despacho é revogado, e já pediram aos ministérios da Educação e das Finanças autorização para contrair este tipo de despesas, mas ficaram sem resposta.

Nesta quinta-feira, o reitor da Universidade da Madeira, José do Carmo, afirmou na cerimónia de posse que a situação das academias portuguesas "está a ficar cada vez mais complicada" devido aos cortes nas transferências que "ameaçam pôr em causa a sua viabilidade" e autonomia.

Segundo o “Diário de Notícias do Funchal”, José do Carmo disse que os "sucessivos cortes nas transferências da administração central para as universidades, impostos desde 2005, a prosseguirem, ameaçam pôr em causa a própria viabilidade das universidades".

O reitor da Universidade da Madeira salientou ainda que outras imposições estão fazer com que a "autonomia administrativa e financeira universitária esteja cada vez mais cerceada com graves consequências para a eficácia das universidades e para uma económica e eficiente utilização dos dinheiros públicos".

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