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Bloco Açores responsabiliza governos pela greve na SATA

A deputada Zuraida Soares solidariza-se com os trabalhadores da SATA, denuncia a campanha mediática de que aqueles trabalhadores são alvo e afirma: “A responsabilidade dos prejuízos da greve anunciada na SATA é do Governo da República e do Governo Regional, e não dos trabalhadores”.
“A responsabilidade dos prejuízos da greve anunciada na SATA é do Governo da República e do Governo Regional, e não dos trabalhadores”, afirma Zuraida Soares

A greve na transportadora aérea SATA está marcada para os dias 23, 24 e 25 de Abril e 2, 3 e 4 de Maio. A luta foi convocada pela não aplicação na SATA do acordo que os sindicatos assinaram com a administração da TAP com o objetivo de evitar os cortes salariais médios de 5% previstos no Orçamento do Estado. O Governo Regional dos Açores tem-se oposto à aplicação na SATA do acordo celebrado na TAP, afirmando que a sua aplicação violaria a lei do Orçamento do Estado.

Zuraida Soares, em intervenção na Assembleia Legislativa dos Açores (aceda ao texto na íntegra), considera que “a responsabilidade dos prejuízos da greve anunciada na SATA é do Governo da República e do Governo Regional, e não dos trabalhadores”, que, estando no lado dos mais fracos, “são acusados de tudo e mais alguma coisa”.

“Rejeitamos, de forma firme, a campanha de que estes trabalhadores estão a ser alvo, por parte dos poderes instalados, na Região, numa campanha mediática que visa o seu isolamento, invertendo de forma infame o réu desta história”, esclarece a deputada do Bloco, acrescentando que “quem pretende tirar indevidamente os direitos alcançados pelos trabalhadores e trabalhadoras é que são os verdadeiros réus”.

A deputada do Bloco diz também que o Governo regional nunca conseguiu explicar: “Como se explica que um acordo que é legal, na República, seja ilegal - à luz da mesma lei - nos Açores?”.

A coordenadora do Bloco Açores salienta também que esta luta vai muito além da defesa dos direitos de quem trabalha na SATA: “É também – e, se calhar, sobretudo -, em nome da manutenção de uma SATA pública e em nome de todos os trabalhadores que, dia após dia, têm visto as suas vidas espoliadas de direitos e subjugadas à, alegadamente inevitável, transferência dos rendimentos do trabalho para o capital financeiro”.

Zuraida Soares alerta ainda para a eventualidade da interferência de interesses na futura privatização da SATA: “É que a diminuição dos salários dos/as trabalhadores/as da SATA torna esta empresa mais apetecível para os eventuais interessados na sua privatização. Pelo contrário, a luta conjunta dos trabalhadores da aviação civil e a sua vitória (ainda que parcial), prejudica os negócios secretos”.

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