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CDS volta a exigir remodelação do Governo a Passos Coelho

O presidente da mesa do conselho nacional do CDS-PP, Pires de Lima, declarou à comunicação social, no final da reunião daquele órgão, que espera que a substituição de Miguel Relvas seja apenas o "primeiro ato" de uma remodelação ministerial que dê "outro peso à economia". Para o Bloco de Esquerda "não há nenhuma remodelação que seja capaz de esconder a falência deste Governo".
O presidente da mesa do conselho nacional do CDS-PP, Pires de Lima, diz que espera que a substituição de Miguel Relvas seja apenas o "primeiro ato" de uma remodelação ministerial que dê "outro peso à economia". Para o Bloco de Esquerda "não há nenhuma remodelação que seja capaz de esconder a falência deste Governo" - Foto de João Relvas / Lusa

Pires de Lima disse à comunicação social que sem um “segundo ato”, a remodelação de Miguel Relvas torna-se uma “oportunidade perdida”. "Se esta substituição de um ministro por dois ministros for o primeiro ato de uma remodelação a que falta ainda conhecer o final, diria que é um bom primeiro ato", afirmou o presidente da mesa do Conselho Nacional do CDS-PP.

O Bloco de Esquerda defende, pelo contrário, que os substitutos de Relvas mostram governo em circuito fechado e que "a única remodelação possível é a demissão do governo"

Pires de Lima recusou-se também a comentar a carta de Passos Coelho à troika, na qual promete novos e mais graves cortes no Estado Social. "Não conheço a carta em detalhe e não me quero pronunciar", disse Pires de Lima, acrescentando ter considerado "muito positivo" que Passos Coelho tivesse recusado mais aumento de impostos.

Para o Bloco, a carta é uma “ameaça com uma onda despedimentos”, “escondida sobre a forma eufemística de equivalência das condições do código laboral do privado e do setor público", como declarou o coordenador do Bloco, João Semedo, no passado sábado.

O presidente do conselho nacional do CDS-PP afirmou também que "é preciso compatibilizar o processo de ajustamento financeiro" com "uma preocupação muito grande com a economia, com o funcionamento das empresas". "Isso, do meu ponto de vista, exige dar outro peso à economia, valorizá-la, creio mesmo que já só se fará se elevarmos o ministério da Economia à categoria de ministério de Estado, para estar no mesmo plano do ministério das Finanças", frisou.

Pires de Lima disse também: "Tenho muita esperança que, desta forma ou de outra, o senhor primeiro-ministro venha ainda a completar este processo, de que eu vejo nesta substituição ainda o primeiro ato". E defendeu: "Os custos para a economia deste processo de ajustamento foram muito mais violentos, foram até brutais e isto não pode continuar a decorrer nestes termos. Creio que é preciso combinar melhor, casar melhor, a preocupação financeira com a preocupação pela economia".

"Isso só se faz com uma orgânica de Governo que valorize mais a questão económica", insistiu ainda, considerando que, relativamente ao 'timing' desse "segundo ato" da remodelação, "sempre disse que depois da sétima avaliação da 'troika' considerava que durante o mês de abril se deveria fazer um esforço muito sério para reorganizar e reorientar as prioridades do Governo de forma a valorizar a função económica".

Para o Bloco de Esquerda, "o caminho da austeridade não nos tem aproximado da saída da crise nem do pagamento de qualquer dívida, apenas estamos mais próximos da bancarrota", como afirmou a coordenadora do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, na passada semana em Bruxelas. Catarina Martins afirmou então, perentoriamente: "Não há nenhuma remodelação que seja capaz de esconder a falência deste Governo".

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