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Bairro do Aleixo: “Negócios sujos do imobiliário”

A demolição da Torre 4 do Bairro do Aleixo foi seguida com muita emoção e descontentamento. No local, o Bloco de Esquerda promoveu uma ação de protesto que contou com a participação de vários moradores e do dirigente bloquista José Soeiro. Durante a iniciativa foi ostentada uma faixa onde se lia “Fim aos negócios sujos do imobiliário!”.

Um ano e quatro meses depois da implosão da torre 5, às 11h45 de 16 de dezembro de 2011, e dez anos após a vitória eleitoral de Rui Rio nas autárquicas de 2001, e a garantia, por parte do autarca, de que não existiriam demolições no Bairro do Aleixo contra a vontade dos seus moradores, eis que teve lugar a demolição da Torre 4.

Das cinco torres de 13 andares do bairro, compostas por 64 casas em cada bloco, num total de 320 habitações onde, em 2008, viviam 960 pessoas e onde se estima que chegaram a viver 1.300, sobram atualmente três blocos, 192 habitações e 138 famílias.

O processo de demolição da Torre 4 foi seguido pelos moradores do bairro com muita emoção e descontentamento. No local, o Bloco de Esquerda juntou-se aos moradores, promovendo uma ação de protesto ilustrada por uma faixa onde se lia “Fim aos negócios sujos do imobiliário!”.

Desde a aprovação, em julho de 2008, do suposto projeto de requalificação do bairro, o Bloco tem tecido inúmeras criticas ao processo. Segundo o Bloco, “a cidade e o país foram enganados", já que Rui Rio "apresentou este gigantesco negócio imobiliário como uma operação de requalificação do bairro do Aleixo", quando "a operação em causa visa a expulsão dos moradores para outras zonas da cidade e arredores e a entrega daquele espaço privilegiado à especulação imobiliária".

O Bloco tem ainda vindo a frisar que o Fundo Especial de Investimento Imobiliário (FEII), atualmente composto pela Câmara do Porto, Espart e António Oliveira, cujas participações no capital são, respetivamente, de 30%, 33% e 37%, “tem como objetivo a promoção imobiliária dos terrenos sitos na freguesia de Lordelo do Ouro, conhecidos por bairro do Aleixo e classificados como Área de Reabilitação Urbana".

Para o Bloco, a medida visa não só concretizar um grande negócio imobiliário, tirando partido da excelente localização daquele espaço, como esconder os fracassos da política de Rui Rio, nomeadamente no que concerne à reabilitação da Baixa pela SRU - Porto Vivo.

Num comunicado divulgado esta sexta feira, a concelhia do Bloco do Porto defende que "PSD e CDS/PP devem uma explicação à cidade sobre o sórdido negócio do Aleixo". "As pessoas não podem ser joguetes em operações de propaganda partidária", avança o documento.

O FEII ainda não entregou, segundo a autarquia, “qualquer projeto das futuras construções a edificar nos terrenos do bairro do Aleixo”.


 

 


 

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