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Dívida portuguesa nas mãos de especuladores do mercado

Troika contraria declarações otimistas do governo PSD/CDS-PP sobre o resultado dos leilões de títulos da dívida, salientando que as emissões têm tido uma participação excessiva de especuladores do mercado, com poucas instituições estáveis.

"Houve uma participação estrangeira particularmente forte no último leilão de títulos de dívida (perto de 93%), especialmente dos Estados Unidos. Mas uma porção ampla desta emissão foi estranhamente comprada por investidores especulativos como 'hedge funds' (25%) ou gestores de ativos, com uma participação extremamente baixa de investidores institucionais convencionais, bancos centrais e outras instituições oficiais (apenas 4% em fundos de pensões e seguros)", alerta o documento da autoria do Fundo Monetário Internacional, Comissão Europeia, Banco Central Europeu) e do Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF), que será apresentado esta sexta feira ao Eurogrupo e que foi citado pelo Financial Times na sua edição de quinta feira.

A par da elevada necessidade de financiamento nos próximos anos e de o rating de Portugal se encontrar em níveis de não investimento, o facto de a dívida portuguesa se concentrar, sobretudo, nas mãos de especuladores do mercado, constitui um “risco substancial”, alerta o documento.

No que respeita às necessidades de financiamento da economia do país, a troika e o FEEF adiantam que o nível de emissão de dívida antes da crise se situava entre os 10 a 12 mil milhões de euros por ano (7 a 8% do PIB), sendo que, em 2014 e 2015, esse valor deverá ascender a 14 a 15 mil milhões de euros.


 

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