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Alda Sousa: “Fórum Social Mundial pode ser gerador de mobilizações e de solidariedades”

A eurodeputada Alda Sousa do Bloco de Esquerda encontra-se em Tunes, no Fórum Social Mundial 2013, e declarou que a realização do FSM 2013 na Tunísia é “um sinal de esperança” e uma contribuição para o desenvolvimento e a autonomia política de um país onde “nada está fechado”.
Fórum Social Mundial 2013 - Foto de Amine Ghrabi/Flickr

A eurodeputada falou à agência Lusa sobre o Fórum Social Mundial 2013, referindo: “É extremamente importante (realizar-se na Tunísia), não só do ponto de vista dos países da região (…) e deste processo de transformação em que está tudo em aberto ainda e, portanto, há uma grande necessidade da troca de experiências e de apoio às lutas concretas que se travam”.

Alda Sousa salientou que, no Fórum em Tunes, vive-se “um ambiente de solidariedade, de luta mas também de festa, de encontro e de perspetiva de futuros encontros, e creio que esta vivência é um sinal enorme de esperança para os tempos que vêm”.

A eurodeputada destacou momentos “emocionantes” desta semana de debates, reuniões e espetáculos que juntam na capital tunisina, entre 26 e 30 de março, 4.500 organizações e dezenas de milhares de pessoas, como a manifestação que marcou o início do Fórum, na terça-feira.

Sublinhou que a marcha “reuniu umas dezenas largas de milhares de pessoas (…) vindas de todo o mundo, de todos os continentes, (…) e foi um momento extremamente emocionante, porque juntou gente muito diferente, mas de uma forma muito combativa, muito festiva ao mesmo tempo, um momento fortíssimo e um belíssimo começo para o Fórum Social Mundial”.

Alda Sousa disse também que houve “a ideia generalizada de que a austeridade, que é fruto das políticas do capital financeiro, está a destruir a solidariedade social na Europa”, referindo que essa política “também tem repercussões gravíssimas nestes países” e denunciou que as negociações do FMI e da União Europeia com o Egito e a Tunísia “não são propriamente parcerias de solidariedade”

Sobre a crise de Chipre, Alda Sousa afirmou que, nas conversas que tem mantido em Tunes, lhe ficou a impressão de que o resgate à ilha mediterrânica é visto como “uma espécie de ponta do icebergue para aquilo que podem vir a ser as decisões das instituições europeias em relação a outros países”.

Alda Sousa evocou, também, uma iniciativa “extremamente interessante” em que foi projetado “uma espécie de papiro com os nomes de 16 mil emigrantes que morreram a caminho da Europa”.

E concluiu: “Há muitas problemáticas que atravessam este Fórum e creio que ele pode ser gerador de mobilizações e de solidariedades muito fortes”.

política: 
fsm 2013
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Resto dossier

Fórum Social Mundial 2013 na Tunísia

O esquerda.net reuniu alguns artigos e testemunhos sobre o Fórum Social Mundial que pela primeira vez juntou ativistas dos movimentos sociais no país que esteve no centro da "primavera árabe". A situação política tunisina marcou também várias análises publicadas neste dossier.

FSM 2013: Declaração da Assembleia dos Movimentos Sociais

A nona edição do Fórum Social Mundial terminou este sábado na capital tunisina com uma manifestação de solidariedade com a Palestina que juntou milhares de pessoas. O esquerda.net publica a Declaração da Assembleia dos Movimentos Sociais no FSM 2013.

A Tunísia em tempo de Fórum Social Mundial

O meu primeiro contacto com a realidade tunisina foi a participação, na tarde de 24 de Março, no comício internacional sobre a dívida organizado pela Frente Popular no Palácio dos Congressos e que se seguiu a um encontro mediterrânico sobre a dívida, questão política central, lá como cá.

Tunes: o conto de dois Fóruns Sociais Mundiais

Para o diretor da Campanha pelo Jubileu da Dívida, o FSM tem de se atualizar com urgência, para responder às necessidades de um mundo pós-primavera árabe, pós-occupy e indignados. A experiência na Tunísia mostrou bem os problemas e as oportunidades, explica Nick Dearden neste artigo.

Do Fórum Social Mundial às revoltas árabes

Visto por muitos movimentos como um instrumento do passado, a simples existência do Fórum Social Mundial assinala uma das principais debilidades dos novos movimentos de protesto nascidos no marco da crise sistémica: a sua frágil coordenação internacional.

Fórum "quente" termina com marcha em apoio à Palestina

Para Messaoud Romdhani, ativista da Liga Tunisina de Direitos Humanos e considerado um dos agentes-chave na organização do Fórum Social Mundial 2013, a mensagem transmitida na marcha final “foi clara”. “Não há hipótese de melhorias para a nossa região do Norte da África e do Oriente Médio em questões como a paz, a democracia e a justiça social sem que sejam buscadas soluções à questão palestina”, afirmou. Artigo de Maurício Hashizume, da Carta Maior.

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A eurodeputada Alda Sousa do Bloco de Esquerda encontra-se em Tunes, no Fórum Social Mundial 2013, e declarou que a realização do FSM 2013 na Tunísia é “um sinal de esperança” e uma contribuição para o desenvolvimento e a autonomia política de um país onde “nada está fechado”.

Maré humana na capital tunisina na abertura do ‘Fórum da Dignidade’

A mobilização partiu quase às 5 da tarde hora local, da Praça 14 de Janeiro, na confluência das artérias centrais Burguiba e Mohamed V, percorrendo mais de seis quilómetros até ao Estádio Menzah, onde chegou duas horas e meia mais tarde e onde se realizou uma festa popular com discursos e concertos. Por Sergio Ferrari, Adital.

Tunes: Nasceu uma Frente Comum de organizações políticas contra a dívida

É a primeira vez que uma frente deste tipo vê a luz do dia – foi, sem dúvida, um avanço histórico na luta contra a dívida. Este encontro surge como um eco inevitável do apelo lançado, em 1987, em Adis Abeba, pelo presidente Thomas Sankara e concretiza, 26 anos depois, a criação de uma frente comum contra a dívida. Artigo de Pauline Imbach (CADTM).

Progressistas da Tunísia denunciam credores e União Europeia

Front Populaire da Tunísia promoveu um encontro em Tunes contra a dívida que asfixia os países mediterrânicos, a anteceder o Forum Social Mundial. A eurodeputada Alda Sousa foi uma das representantes internacionais presentes. Artigo de Ricardo Sá Ferreira, em Tunes.

FSM 2013 chega à Tunísia dois anos depois da Primavera Árabe

A cidade de Tunes, capital da Tunísia, recebe a partir desta terça-feira (26 de março), o Fórum Social Mundial 2013. O evento, na sua 12ª edição, decorre até o próximo sábado (30 de março), e, de acordo com os organizadores, deve contar com a participação de cerca de 50 mil pessoas, principalmente de países vizinhos, da região do Magreb, e ativistas que participaram da Primavera Árabe.