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Tsipras diz que plano para Chipre é colonial

Líder do Syriza da Grécia insiste num debate parlamentar acerca do imposto sobre depósitos bancários e acusa o primeiro-ministro grego de ter “medo do Parlamento, medo do povo, medo da luz”.
Alexis Tsipras: há margem para que os países em dificuldades financeiras possam provocar negociações mais duras com os credores.

Alexis Tsipras, o líder do principal partido de oposição na Grécia, pediu um debate parlamentar de emergência no Parlamento grego acerca do plano de resgate dos bancos de Chipre, que está a manter encerrados os bancos gregos, tal como os cipriotas. Tsipras acusou o primeiro-ministro grego Antonis Samaras, que até agora rejeitou o debate parlamentar de emergência, de “ter medo do Parlamento, medo do povo, medo da luz”.

O líder do Syriza considerou que o plano do Eurogrupo para Chipre é “colonial” e argumentou que a sua previsível rejeição pelo parlamento cipriota mostra que há margem para que os países em dificuldades financeiras possam provocar negociações mais duras com os credores. O Syriza convocou uma manifestação de solidariedade com os cipriotas para Atenas.

Plano pode ser chumbado

Na manhã desta terça-feira, o presidente do Chipre, Nicos Anastasiades, previu que o Parlamento não deve aprovar o projeto de lei que prevê o imposto extraordinário sobre os depósitos bancários. “A sensação que tenho é que o Parlamento vai chumbar o plano, porque é injusto e vai contra o interesse dos cipriotas”, disse Anatasiadis. A votação já foi adiada uma vez e pode sê-lo de novo.

Entretanto, diante do temor de que o plano de Chipre provoque uma corrida aos bancos não só em Chipre mas também noutros países da União Europeia, começou a haver um recuo na medida, cujo melhor exemplo foi a intervenção do maior defensor do plano, o ministro das Finanças alemão Wolfgang Schäuble, que afirmou que este não é da Alemanha, é do governo cipriota, e que a Alemanha apoiará planos alternativos. A versão atual do plano já isenta do imposto as contas até 20 mil euros. Entre 20 mil e cem mil, os depositantes pagarão um imposto de 6,7%, e acima de cem mil euros, o imposto será de 9,9%. A alteração, porém, não parece ser suficiente para alterar a votação dos deputados cipriotas.

Partido da Esquerda Europeia também rejeita

O executivo do Partido da Esquerda Europeia rejeitou o plano para Chipre, acusando-o de querer “salvar os bancos condenado a sociedade” e prevendo a sua rejeição no Parlamento. O comunicado manifesta o apoio ao povo cipriota e ao partido AKEL (Partido Progressista do Povo Trabalhador), membro da esquerda europeia, e diz-se convencido que com o anterior governo do AKEL e o presidente Christofias uma política de tal forma injusta nunca teria sido tomada.

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