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As medidas que estão a ser discutidas com a troika aumentam a recessão, diz Louçã

Francisco Louçã declarou em entrevista: “Todas as medidas recessivas que estão a ser discutidas com a troika agora – cortar mais nas pensões, voltar a reduzir mais meio mês ou um mês nos trabalhadores da função pública ou baixar os salários por via do aumento de impostos – só têm um caminho e só têm uma consequência, que é aumentar a recessão”.
Francisco Louçã declarou em entrevista à Antena 1: “Todas as medidas recessivas que estão a ser discutidas com a troika agora (…) só têm um caminho e só têm uma consequência, que é aumentar a recessão” - Foto de Paulete Matos

Em entrevista conduzida por Maria Flor Pedroso e difundida nesta sexta-feira pela Antena 1 (que pode ser ouvida na íntegra no site da rádio), Francisco Louçã acusou a troika e o Governo de estarem a preparar mais cortes nas pensões e de pretenderem acabar com meio salário ou um salário inteiro na função pública.

Já nesta quinta feira, Francisco Louçã tinha denunciado em Guimarães:

"Quando o primeiro-ministro diz que até gostaria de baixar o salário mínimo e quando ouvimos hoje [quinta-feira] António Borges confirmar que os salários têm de baixar, percebemos que há uma estratégia de destruição económica em que o aumento do pagamento dos impostos, o aumento dos custos da saúde e, sobretudo, a baixa dos salários e das pensões são vistas como a solução para o país".

O dirigente do Bloco lembrou então que o salário mínimo nacional é "o mais baixo da zona euro", salientando que "baixá-lo ou mantê-lo tão apertado" é agravar ainda mais os problemas das pessoas e frisando que isto acontece ao mesmo tempo que o setor financeiro "teve lucros fabulosos", com o BES a arrecadar 800 milhões de euros com os títulos da dívida pública portuguesa e o BPI 170 milhões.

Francisco Louçã considera que "há dinheiro a mais em Portugal, não há é nas pensões e nos salários, não há é no salário mínimo", denuncia que "afundar a economia, depois de dois anos de crise tão dramática e com mais de um milhão de desempregados, é uma solução cínica e cruel" e afirma que o problema de Portugal é "o Governo e a ‘troika’", pelo que é "fundamental demitir um e correr com a outra".

Na entrevista à Antena 1, Francisco Louçã defendeu que “o povo não fica a ver que filme os partidos fazem e um partido que quer representar a troika não pode governar", considerou que só é possível haver convergência à esquerda entre aqueles que "aceitarem uma economia contra a troika".

O dirigente do Bloco elogiou também Mário Soares por defender a demissão do Governo e saber ler as manifestações da sociedade civil e frisou que o movimento Que se Lixe a Troika é o maior movimento de cidadãos em Portugal e o que tem a mensagem política mais clara.

Questionado sobre a demissão de Daniel Oliveira do Bloco, Francisco Louçã lamentou-a, mas escusou-se a comentá-la em detalhe.

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