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Governo de coligação negativa foi derrubado na Moldávia

O governo de coligação negativa anticomunista da Moldávia foi derrubado no Parlamento depois da confirmação de que um dos chefes da aliança que sustenta o executivo, Vladimir Plahotniuc, é alvo de um mandado da Interpol.
Apesar de ser o partido mais votado, o PC moldavo foi empurrado para a oposição. Com a demissão de Vladimir Plahotniuc (na foto), vice-presidente do parlamento procurado pela Interpol por ligações à mafia russa, o frágil governo neoliberal acabou por não resistir. Foto Saelma/Flickr

Os deputados do Partido Comunista da Moldávia, que constituem o maior grupo no Parlamento, conseguiram formar com o Partido Democrático e alguns deputados independentes a maioria de 54 em 101 votos para derrotar um voto de confiança apresentado pelo governo.

Há duas semanas, a mesma maioria parlamentar provocou a demissão de Plahotunic, que desempenhava igualmente funções de primeiro vice-presidente do Parlamento.

O presidente Nicolae Timofti, eleito pela coligação governamental, tem agora duas tentativas para conseguir a designação de um primeiro ministro. No caso de falhar será obrigado a convocar eleições gerais.

Antes da votação da moção de confiança no Parlamento, o Partido Liberal Democrático, do primeiro ministro cessante, declarou que forçaria eleições no caso de a coligação sair derrotada. O Partido Democrático pretende evitar eleições.

Durante os últimos dois anos têm-se sucedido as manifestações contra o governo agora derrotado devido à aplicação de uma política neoliberal que vem aprofundando a miséria no país e ampliando as desigualdades.

O Partido Comunista da Moldávia, que ganhou as eleições gerais mas foi colocado na oposição por uma aliança entre todos os outros partidos, considera que devem ser convocadas eleições gerais o mais rapidamente possível.


 

Artigo publicado no portal do Bloco no Parlamento Europeu.

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