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STCP e CP: Protestos em defesa dos transportes públicos

A greve dos STCP desta terça-feira contou com 80% de adesão. A meio da tarde, centenas de pessoas cortaram a linha férrea no Entroncamento, em protesto contra a redução do direito ao transporte dos trabalhadores da CP. Sábado há manifestação nacional em Lisboa.
Cartaz da manifestação de 9 de março

Em declarações à Lusa, Ricardo Cunha, da Comissão de Trabalhadores da Sociedade de Transportes Colectivos do Porto (STCP) indicou que a paralisação contou com a adesão de cerca de 80% dos trabalhadores da empresa. A greve decorreu entre as 9h e as 16h e foi convocada pelos sindicatos Nacional dos Motoristas (SNM), Associação Sindical de Motoristas de Transportes Colectivos do Porto (SMTP), Sindicato dos Trabalhadores dos Transportes Rodoviários do Norte (STRUN), Sindicato dos Trabalhadores dos Transportes (SITRA) e Sindicato dos Trabalhadores dos Transportes da Área Metropolitana do Porto (STTAMP).

Uma das razões desta greve é "a falta de respeito pelos trabalhadores e utentes demonstrada pela Secretaria de Estado dos Transportes e pelo Conselho de Administração da STCP, que continuam com um silêncio cúmplice face aos sucessivos cortes nos transportes às populações, apesar dos aumentos brutais encapotados com o fim do tarifário monomodal", afirmou, em comunicado, a CT.

Os trabalhadores contestam ainda "o favorecimento dos operadores privados em detrimento de um serviço público de qualidade ao serviço da população da Área Metropolitana do Porto" e "a contínua escalada na retirada dos direitos dos trabalhadores, consagrados em Acordo de Empresa", bem como "a tentativa de privatização perante os resultados positivos na operação e depois de efectuarem os roubos nos salários".

Linha do Norte cortada por manifestantes

Os trabalhadores da CP também protestaram esta quarta-feira à tarde, cortando a linha do Norte e obrigando à retenção de vários comboios Regionais e Intercidades. O coordenador da União de Sindicatos de Santarém, Rui Albeano, disse à Lusa que o protesto é “contra a perda dos direitos e a destruição da componente social dos caminhos de ferro”.

Também a Federação dos Sindicatos dos Transportes e Comunicações (FECTRANS) contestou em comunicado o que diz ser "primeiro ato do novo presidente da CP, no que concerne aos trabalhadores": "reduzir o direito ao transporte e, concecendo-o, a título de generosidade, com um desconto máximo de 25% aos trabalhadores do activo, reformados e familiares". 

A Fectrans acusa o secretário de Estado, Sérgio Monteiro, "que se desloca em carros pagos pelo erário público", de não querer perceber que "está a retirar uma contrapartida de trabalho e uma contrapartida concedida a muitos trabalhadores a troco da rescisão do contrato de trabalho".

Semana de luta culmina em manifestação no sábado em Lisboa

Estas ações estão integradas na semana de luta promovida pela Fectrans, que passa igualmente por greves e plenários na Soflusa, Vimeca, TAP, TST, Rodoviária de Lisboa, CTT, EMEF, Tracar, Refer ou Scoturb.

A semana de luta termina no sábado com uma manifestação nacional em Lisboa. A concentração está marcada para o Largo Camões, às 14h30, dando início a uma marcha até à Assembleia da República.

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