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Greve de 48 horas paralisa milhões na Índia

Bancos, escolas, fábricas, transporte e até mesmo táxis tiveram as suas atividades interrompidas nas últimas horas. Paralisação que envolveu muitos milhões de pessoas foi convocada pelas 11 centrais sindicais.

A greve de 48 horas, iniciada na quarta-feira, paralisou milhões de trabalhadores em vários estados do país. Bancos, escolas, fábricas, transporte e até mesmo táxis tiveram as suas atividades interrompidas nas últimas horas.

A Índia, a segunda maior população do planeta, com 1.200 milhões de habitantes, tem registado poderosas greves gerais nos últimos anos, como a de fevereiro do ano passado, que a imprensa mainstream se nega a divulgar, já que, devido ao tamanho da população, sempre envolvem milhões de trabalhadores, constituindo-se nos maiores confrontos de classes do ponto de vista numérico.

São poucas as informações existentes sobre a atual greve geral, que foi muito forte nos estados de Kerala e também Uttar Pradesh. Em Uttar Pradesh houve uma violenta revolta, na cidade de Noida, com os trabalhadores, enfurecidos, queimando vários veículos. Isso não é de se estranhar, já que em Noida o abismo económico é flagrante, pois a cidade hospeda varias empresas de tecnologia de informação, empresas multinacionais, contrastando com a miséria da maioria população que, mesmo com o crescimento da economia, não vê o resultado desses números na mesa das suas casas.

A crise que afeta toda a economia mundial, com o aumento do desemprego, a privatização do setor publico, a precarização, os baixos salários está na origem desta greve geral convocada pelas 11 centrais sindicais do país.

A crise social na Índia, que vive uma guerra civil, com o governo de Manmohan Sing a atacar populações pobres e comunidades indígenas, também foi um dos motivos que levaram à paralisação. A violência a que é submetida, e mesmo a violência sexual a que as mulheres são submetidas diariamente também estiveram entre os motivos da mobilização. Basta lembrar que há algumas semanas a Índia foi manchete em todo o mundo, com o assassinato da jovem estudante de medicina que sofreu uma violação coletiva.

A atual greve geral da Índia foi realizada numa semana em que as massas de vários países travaram combates formidáveis, entre eles a greve geral da Grécia, o derrube do governo da Bulgária, a demissão do governo da Tunísia e uma vaga de mobilizações que sacudiram o Estado Espanhol.

A semana não acabou e será coroada com uma gigantesca manifestação, em todo o Estado Espanhol, no próximo sábado, 23, contra o governo de Mariano Rajoy, que está a desmantelar o país e a promover uma festa de corrupção rejeitada pela maioria da população.

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