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Cerca de 20% dos répteis do mundo estão em perigo

Um novo estudo alerta que os répteis podem enfrentar riscos crescentes devido às mudanças climáticas, que exacerbam a vulnerabilidade devido à destruição de habitat, à captura excessiva para o comércio de vida selvagem, e à introdução de espécies invasivas. Artigo publicado por Mongabay, traduzido por Instituto CarbonoBrasil
Aproximadamente um quinto dos répteis do planeta está ameaçado de extinção, alerta uma nova análise publicada no periódico Biological Conservation.

Aproximadamente um quinto dos répteis do planeta está ameaçado de extinção, alerta uma nova análise publicada no periódico Biological Conservation.

A análise, realizada por especialistas da Sociedade Zoológica de Londres (ZSL) e da Comissão de Sobrevivência das Espécies da IUCN (SSC), é baseada no risco de extinção de 1,5 mil répteis selecionados aleatoriamente. Os investigadores concluíram que 19% dos répteis estão ameaçados de extinção de acordo com critérios sob a Lista Vermelha da IUCN de Espécies Ameaçadas. Dessas 19%, uma em oito está classificada como Em Perigo Crítico, o maior nível de risco sob o sistema da Lista Vermelha, 41% estão listadas como Em Perigo e 47% estão Vulneráveis.

O estudo alerta que os répteis podem enfrentar riscos crescentes devido às mudanças climáticas, que exacerbam a vulnerabilidade devido à destruição de habitat, à captura excessiva para o comércio de vida selvagem, e à introdução de espécies invasivas.

“Os répteis são frequentemente associados com habitats extremos e condições ambientais difíceis, então é fácil supor que eles ficarão bem no nosso mundo em mutação”, disse a principal autora, Monika Böhm, numa declaração. “No entanto, muitas espécies são altamente especializadas em termos de uso de habitat e das condições climáticas que exigem para o dia a dia. Isso torna-as particularmente sensíveis a mudanças ambientais.”

O esforço, que inclui a avaliação cuidadosa de tendências das populações, habitats e riscos para cada espécie, visa determinar quais espécies deveriam ter prioridade de conservação.

“As lacunas no conhecimento e deficiências em ações efetivas de conservação precisam ser resolvidas para garantir que os répteis continuem a prosperar no mundo”, afirmou o coautor Bem Collen, diretor da Unidade de Indicadores e Análise da ZSL.

“Estas descobertas fornecem um atalho para permitir que importantes decisões de conservação sejam feitas o mais rapidamente possível e coloquem os répteis no mapa da conservação.”

“Este é um passo muito importante para analisar o estado de conservação dos répteis globalmente”, acrescentou Philip Bowles, coordenador da Lista Vermelha de Cobras e Lagartos da Comissão de Sobrevivência das Espécies. “As descobertas soam um alarme sobre o estado dessas espécies e as crescentes ameaças que elas enfrentam globalmente. Combater as ameaças identificadas, que incluem a perda de habitat, é uma prioridade de conservação a fim de evitar o declínio desses répteis.”

Os répteis são um grupo em grande parte de animais de sangue frio que inclui cobras, lagartos, anfisbenas ou “cobras-cegas”, crocodilos, tartarugas e cágados, e tuataras. Eles são encontrados em todos os continentes, exceto a Antártica.

Leia o original no Mongabay

Artigo traduzido por Jéssica Lipinski para Instituto CarbonoBrasil

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