Rui Matoso

Rui Matoso

Investigador e docente universitário

Urge repensar a estrutura económica da sociedade, de modo a que cada pessoa possa ter as suas necessidades materiais satisfeitas e garantir uma vida digna.

O próximo Orçamento de Estado deverá ser incluído no género literatura pornográfica e mais especificamente no subgénero sádico.

Tudo o que este Primeiro-Ministro possa dizer ou fazer é fruto de uma falsa consciência, uma sistemática visão deformada do mundo, útil à manutenção de um estado de confusão geral (crise) adequada a este estádio do capitalismo neoliberal. E mais concretamente aos objetivos do FMI.

A toxicidade político-governamental é tão elevada que os animais políticos que somos reagimos de forma irracional e espontânea, e assim começamos a sentir nojo de cada vez que ouvimos a palavra “política”.

O povo português corre o risco de perder o seu imaginário construído ao longo de décadas por artistas e amantes da imagem. É triste e insuportável!

Os países nórdicos que compõem o EEA disponibilizam a Portugal, no ciclo 2009-14, um montante total de cerca de 58 milhões. Seria de esperar que este programa de financiamento fosse apresentado aos agentes culturais o mais brevemente possível.

As políticas culturais devem estar correlacionadas com o conjunto das políticas de desenvolvimento sustentável dos municípios, formando o que vem sendo reconhecido como o 4º pilar do desenvolvimento (humano) sustentável.

As cidades não podem ser meras máquinas artificiais e administrativas capturadas pelos fluxos globais de hegemonização, da informação e do financiamento. Nem produtos “prontos-a-consumir” enclausuradas numa cultura burocrática.

A cultura é (ou deveria ser) cada vez mais o centro das políticas locais, pela importância que vem revelando no contexto de um paradigma de desenvolvimento humano integral.

Sem uma transformação do poder local, sem uma redefinição das estruturas das relações de poder e do seu corolário como efetiva distribuição relacional do poder pelos cidadãos e movimentos sociais, o espaço político continuará refém da inércia reprodutora dos vícios e negligências.