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China: Protesto exige liberdade de imprensa

Jornalistas do jornal Southern Weekly divulgaram uma carta aberta a pedir a renúncia de Tuo Zhen, chefe de propaganda local, que censurou um editorial, mudando-o completamente.
Manifestação contra a censura

Centenas de chineses realizaram um protesto exigindo liberdade de imprensa em Guangzhou, capital da província de Guangdong.

Segundo a agência de noticias da Al Jazeera, na semana passada, jornalistas do jornal Southern Weekly, considerado liberal, divulgaram uma carta aberta a pedir a renúncia de Tuo Zhen, chefe de propaganda local. O motivo foi censura, comandada por Tuo Zhen, que substituiu um editorial a favor da garantia dos direitos constitucionais por outro muito diferente que espelhava as posições do Partido Comunista.

Também um grupo de académicos importantes se posicionou pela remoção de Tuo Zhen e pela ampliação da liberdade de imprensa.

Na China, deste que o Partido Comunista subiu ao poder, em 1949, a imprensa sempre foi controlada por esse partido e a única liberdade de imprensa existente é a de falar bem do PC chinês e das suas realizações. O direito de discordar foi permanente premiado com mortes, prisões, torturas e perseguições. E, nas poucas vezes em que se tentou furar esse bloqueio, não se conseguiu ir muito longe.

Este é o caso do site China Através das Idades (www.yhcqw.com), considerado reformista, que foi bloqueado na semana passada. Quem tenta aceder a ele irá encontrar o desenho de um polícia em vez dos ensaios dos burocratas governamentais aposentados que defendiam reformas políticas e um governo constitucional.

A China, apesar de ser a segunda potência económica do planeta, continua a ser uma brutal ditadura policial. Milhares de ativistas e opositores seguem nas prisões, segundo os organismos de defesa dos direitos humanos. A Internet, que nasceu com a vocação de ser livre e profundamente controlada pelo governo que, sistematicamente, tem tirado do “vocabulário digital”, palavras que, segundo eles, possam criar problemas. Quando ocorre algum episódio que tenha alguma relevância basta procurar na Internet que, seguramente, não será possível localizar, pela ação repressiva do governo.

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