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Bolívia nacionaliza empresas de eletricidade da Iberdrola

Presidente Evo Morales diz que medida foi necessária para “garantir o direito humanitário à eletricidade” por parte das populações rurais. Empresa espanhola cobrava tarifas mais altas nas áreas rurais. Desde 2006, governo já nacionalizou várias empresas em vários sectores, desde o petróleo às telecomunicações, passando pela indústria mineira e energia.
Evo Morales considerou que a nacionalização vai “garantir o direito humanitário à eletricidade” por parte das populações rurais. Foto de Yves Picq, wikimedia commons

O presidente da Bolívia, Evo Morales, justificou este sábado a decisão de nacionalizar as duas empresas distribuidoras de eletricidade do grupo espanhol Iberdrola com a necessidade de ampliar a cobertura do serviço em áreas rurais e de igualar as tarifas cobradas, mais altas nas áreas rurais que nas urbanas.

"Fomos obrigados a dar esse passo para as taxas de serviços elétricos serem equitativas em La Paz e Oruro e garantir que a qualidade de serviço de energia elétrica seja uniforme em áreas rurais e urbanas", disse. Morales considerou que a nacionalização vai “garantir o direito humanitário à electricidade” por parte das populações rurais. "Somos obrigados a tomar este passo para que as tarifas de electricidade sejam uniformizadas”.

Segundo descreve o El País, as zonas rurais pagam o equivalente a mais 0,10 euros por cada Kilowatt hora (kWh), além de o serviço ser mais irregular.

Mais de 700 polícias e militares guardam as instalações das empresas elétricas Electropaz e Elfeo, expropriadas pelo governo à Iberdrola, de acordo com um ministro da Bolívia. O executivo destacou um total de 740 efetivos para guardar as sedes e instalações destas filiais nas regiões de La Paz e Oruro.

Cartazes com as cores da bandeira e a palavra “Nacionalizada”

Nas fachadas das sedes das empresas foram colocados cartazes com as cores da bandeira boliviana nos quais se pode ler a palavra “nacionalizada”.

A Iberdrola, cuja sede em La Paz está sob custódia da polícia, opera na Bolívia desde a década de 1990, após a aquisição de sistemas de distribuição doméstica da Companhia de Energia Elétrica da Bolívia.

O governo anunciou que a Iberdrola receberá uma compensação com base na avaliação de seus ativos por uma empresa independente.

Desde que chegou ao poder em 2006, Morales já nacionalizou várias empresas, em vários sectores, desde o petróleo às telecomunicações, passando pela indústria mineira e energia.

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