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Wikileaks vai divulgar um milhão de documentos em 2013

Julian Assange mostra que a sua organização não está paralisada e presta homenagem aos 232 jornalistas presos no mundo, defendendo que “a verdadeira democracia não está na Casa Branca, está na resistência das pessoas que usam a verdade contra as mentiras, desde a praça Tahrir a Londres".
Assange falou pela segunda vez da janela da embaixada do Equador em Londres. Foto de Carl Gardener

"O próximo ano será tão cheio como 2012. A Wikileaks prepara a publicação de um milhão de documentos que dizem respeito a todos os países do mundo", declarou Julian Assange em conferência de imprensa realizada na janela da embaixada do Equador em Londres, onde está refugiado há seis meses.

"Há seis meses, 185 dias, que entrei neste edifício que se tornou a minha casa, o meu escritório e o meu refúgio", salientou Assange, que vive em reclusão desde que em junho se refugiou na embaixada do Equador que depois lhe concedeu asilo político, acolhendo a argumentação do editor da Wikileaks que, se fosse enviado para a Suécia, arriscava-se a ser extraditado para os Estados Unidos e ser condenado à pena de morte.

O editor da Wikileaks evocou ainda os jornalistas presos em todo o mundo, afirmando que, apesar de a sua própria liberdade estar limitada, ainda pode trabalhar e comunicar-se, ao contrário dos 232 jornalistas que estão na cadeia.

O jornalista australiano recordou que o Pentágono alegou recentemente que a Wikileaks era “um crime em marcha”, e que enquanto a Casa Branca tiver esta opinião e enquanto o governo australiano não o defender a ele, que é cidadão australiano, terá de se manter na embaixada. E acusou Washington de "ingerências na economia" do Equador e de interferência nas eleições presidenciais que decorrerão em janeiro naquele país.

"A verdadeira democracia não está na Casa Branca, está na resistência das pessoas armadas com a verdade contra as mentiras, desde a praça Tahrir [no Cairo] até Londres", defendeu.

Mas o fundador da Wikileaks abriu uma porta à negociação com as autoridades britânicas, que não lhe permitem a saída da embaixada: “A porta está aberta, e sempre esteve aberta para qualquer um que deseje usar os procedimentos padrão para falar comigo ou garantir-me passagem segura”, disse.  

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