Luís Monteiro

Luís Monteiro

Museólogo. Investigador no Centro de Estudos Transdisciplinares “Cultura, Espaço e Memória”, Universidade do Porto

Quanto mais inclusivo e democrático for o Ensino Superior, mais potencial de aumento da qualidade de vida se cria.

Não basta querer virar as praxes do avesso, ou seja, tornar o abuso aceitável e a prática violenta numa coisa apetecível. Cair na falácia argumentativa da praxe boa e da praxe má, maquilhando um flagelo social, é varrer o pó para baixo do tapete.

Não temos de estar sujeitos a ter de arder em dívidas para entrar no Ensino Superior.

Intervenção na AR sobre o diploma do emprego científico.

As propinas são um obstáculo a qualquer sistema de ensino superior democrático e inclusivo.

Urge abrir um debate profundo sobre o financiamento do Ensino Superior Público e, consequentemente, uma alteração na política de propinas, no sentido de as eliminar de vez.

A afirmação de António Costa que "investigadores têm de ser integrados na carreira" merece clarificação e medidas concretas.

Desde 2010, o setor da ciência e do ensino superior foi o que, em percentagem, sofreu mais cortes.

O Diploma do Emprego Científico, plasmado no DL 57/2016 do Governo, propõe uma troca de bolsas precárias por contratos precários.

O problema da praxe não começa nem termina na sua prática. A praxe, mais do que um ritual ou uma “tradição”, é uma forma de encarar a vida.