Sandra Cunha

Sandra Cunha

Feminista e ativista. Socióloga.

Há uns dias, uma mulher, metalomecânica na indústria automóvel, perguntava-me com alguma indignação porque continuávamos, nos dias de hoje, a falar tanto de feminismo e porque nunca estávamos "satisfeitas".

Respondemos com proposta concreta, no Orçamento de Estado para 2018, aos anseios dos bombeiros profissionais da administração local naquela que é uma reivindicação com mais de 20 anos e que governos sucessivos ignoraram ou desvalorizaram.

Quando as instâncias legítimas para fazer cumprir a lei e trazer justiça às vítimas de um dos crimes mais ignóbeis da humanidade escolhem a condescendência, a desculpabilização, a legitimação da violência domésticas, não podemos mais contemporizar.

Porque é que uma criança que chega a uma família por via da adoção tem direito a menos tempo com os pais do que uma criança que chega à família por via biológica?

Com a singela palavra “pais” o Bloco de Esquerda alargou aos pais estudantes os direitos atribuídos às mães estudantes garantindo-lhes o direito à parentalidade e à participação na educação dos filhos.

Os últimos acontecimentos na Escola Secundária de Vagos, em Aveiro, vieram lembrar-nos como efetivamente a igualdade de direitos consagrada na lei não garante a igualdade na vida nem tão pouco elimina a discriminação e a homofobia.

A violência doméstica, contrariando a tendência geral de diminuição da criminalidade, não pára de aumentar.

Hoje, em Barcelos, quatro testemunhas num processo de violência doméstica foram degoladas pelo agressor que estava a ser julgado por bater com um ferro na família.

Desde há um ano para cá somos um país mais justo. Nos tempos que correm, isso não é coisa pouca.

O estado português nega a imigrantes qualquer direito e remete-os à ilegalidade meses a fio, anos a fio. São milhares e têm a vida suspensa.