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Greve para ligações fluviais entre Barreiro e Lisboa

Os trabalhadores da Soflusa iniciaram na madrugada desta segunda-feira uma greve parcial de três dias que vai afetar as carreiras nas horas de ponta da manhã e da tarde. A paralisação parcial está a ter 100 por cento de adesão.
As ligações fluviais entre o Barreiro e Lisboa estão paradas, nesta manhã de segunda-feira, devido à greve dos trabalhadores da Soflusa.

As ligações fluviais entre o Barreiro e Lisboa estão paradas, nesta manhã de segunda-feira, devido à greve dos trabalhadores da Soflusa.

A paralisação, que vai durar até quarta-feira, está a ter 100 por cento de adesão, avançou à Lusa António Almeida, do Sindicato dos Transportes Fluviais, Costeiros e da Marinha Mercante, que convocou a greve por não ter sido alcançado entendimento sobre a revisão do Acordo de Empresa.

“As estações estão encerradas, encontrando-se apenas no exterior algumas pessoas que aguardam o reinício das ligações”, adiantou.

"Tínhamos a ambição de integrar alguns prémios e subsídios nos vencimentos e voltámos a negociar com a empresa esta intenção, com a premissa de não aumentar a massa global salarial. Apresentámos uma proposta, mas a contraproposta da empresa foi a retirada de direitos e condições dos trabalhadores", explicou António Almeida à Lusa.

A intenção da Soflusa era retirar o dia da folga trimestral, continuou. "Já o tinham tentado de forma unilateral e o tribunal deu-nos razão. Os trabalhadores estão cansados desta situação, pois esta é a única administração que nunca conseguiu paz social na empresa", referiu.

De acordo com a Soflusa, a greve afeta 18.500 passageiros e, no período da manhã, devem ser suprimidas 25 carreiras entre o Barreiro e o Terreiro do Paço. Não estão asseguradas as ligações até às 9h40 no trajeto entre Barreiro e Lisboa. No sentido inverso há supressões no percurso desde as duas da manhã e até às 10h10. No período da tarde, não há barcos entre as 16h e as 18h55 (Barreiro-Terreiro do Paço) e entre as 15h55 e 19h20 na ligação entre Lisboa e a Margem Sul.

Não são disponibilizados serviços alternativos e enquanto a greve durar os títulos de transporte são válidos nas outras ligações fluviais do grupo Transtejo. A empresa também informou que o terminal do Terreiro do Paço estará encerrado até ao último dia de paralisação parcial.

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