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“Governo não tem um pingo de sensibilidade social”

A deputada Mariana Aiveca acusa o Ministro Pedro Mota Soares, de ser “o rosto mais visível de um governo moribundo e sem um pingo de sensibilidade social”, lembrando que 500 mil pessoas não têm qualquer apoio social e que o Ministro do CDS considera que os desempregados podem sobreviver com 394 euros por mês.

“561 postos de trabalho são destruídos todos os dias. 500 mil pessoas não têm qualquer apoio social. O valor mínimo do subsídio de desemprego, 419,22 euros, é muito para o Sr. ministro, e, por isso, veio propor que se cortasse 10% no seu valor e que os desempregados passassem a receber 377 euros”, afirmou a dirigente bloquista durante o debate em plenário com o ministro da Solidariedade e da Segurança Social.

“Mas, entretanto, recuou, da mesma maneira que recuou com a Taxa Social Única (TSU), defendendo agora que os desempregados podem sobreviver com 394 euros por mês”, adiantou a deputada.

Mariana Aiveca salientou ainda que Mota Soares “não contente com isso”, cortou 2,25% ao Complemento Solidário para Idosos. “São 235 mil pessoas que vão sofrer com este corte. E não contente ainda com isto, Sr. ministro, corta a ajuda à terceira pessoa, para aqueles idosos que estão acamados, que não têm qualquer autonomia. O Sr. ministro acha que 97 euros é muito e, portanto, quer cortar este valor para 87 euros. E o Sr. acha que quem ganha 600 euros não deve ter esta ajuda”, avançou Mariana Aiveca.

“O Sr ministro corta 6%no Rendimento Social de Inserção (RSI), cujo valor é 87 euros por pessoa. E o Sr. ministro corta mais 5% no subsídio de doença. E o Sr. ministro corta, corta e corta”, frisou.

“A responsabilidade primeira é sempre de quem governa. A responsabilidade primeira está no governo. A responsabilidade primeira está em quem estabelece as prioridades. Estas são palavras suas. Responda então se ainda considera que é o responsável primeiro desta desgraçada situação”, rematou a deputada do Bloco de Esquerda.

“Ministro da Segurança Social deveria responder pelas pessoas e não pelos credores”

A deputada Mariana Aiveca acusou ainda o Ministro Mota Soares de não responder sobre os novos cortes ao subsídio de desemprego, no RSI, no subsídio de doença e no complemento solidário para idosos, não dizendo sequer “porque é que corta”, e defendeu que o ministro tem “a responsabilidade de falar das pessoas e não de falar dos credores”.


 

Mariana Aiveca: " Governo não tem um pingo de sensibilidade social"

"Ministro da Segurança Social deveria responder pelas pessoas e não pelos credores"

Mariana Aiveca: " Governo não tem um pingo de sensibilidade social"

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