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Jornalistas reagem à agressão do segurança de Passos Coelho

O Sindicato dos Jornalistas exigiu uma investigação e punição do segurança pessoal do primeiro-ministro que agrediu um repórter da TVI no interior duma Universidade. A IGAI diz que vai averiguar e o Bloco quer saber se os seguranças têm ordens do Governo para restringir a ação dos jornalistas.
Segurança de Passos Coelho agrediu jornalista da TVI

A passagem de Passos Coelho pelo Instituto de Ciências Sociais e Políticas, onde teve lugar na quarta-feira uma homenagem a Adriano Moreira, ficou marcada pela agressão de um elemento do Corpo de Segurança Pessoal da PSP a um repórter de imagem da TVI. O jornalista filmava o segurança quando este interpelou um aluno que tinha manifestado o seu descontentamento de forma pacífica, obrigando-o a deslocar-se para fora das instalações para ser entregue à polícia.

Em comunicado, o Sindicato dos Jornalistas informou ter apresentado esta quinta-feira o seu “mais veemente protesto” contra a “tentativa de impedir que o repórter em causa realizasse o seu trabalho no átrio do Instituto de Ciências Sociais e Políticas, com indesmentível recurso à intimidação e até violência por parte do referido elemento da segurança”, e reclama a “punição de um claro atentado contra a liberdade de informação”. A carta do SJ foi entregue ao Primeiro-ministro, à Inspectora Geral da Administração Interna, ao Director Nacional da Polícia de Segurança Pública e ao Presidente do Conselho Regulador da Entidade Reguladora para a Comunicação Social.

Já esta sexta-feira, uma fonte da Inspeção-Geral da Administração Interna (IGAI) disse à agência Lusa ter sido aberto um processo de averiguações a um dos seguranças do primeiro-ministro. No mesmo dia, o Bloco de Esquerda entregou um requerimento na Assembleia da República dirigido a Passos Coelho para saber se o corpo de segurança dos ministros e do primeiro-ministro - que a imprensa deu conta de ter sido amplamente reforçado nas últimas semanas - recebeu ordens do governo "para identificar cidadãos que demonstrem opiniões aos ministros em visita" ou "para restringir o livre exercício dos jornalistas por ocasião de deslocações e visitas ministeriais".

Para a deputada Catarina Martins, "qualquer cidadão em espaços abertos ou fechados pode e deve exprimir a sua opinião e, se o faz de forma pacífica, não pode estar sujeito a intimidação ou repressão, nem policial nem do corpo de segurança dos ministros". Isto porque "não faz parte das competências do corpo de segurança fazer a gestão de imagem política e mediática do primeiro-ministro", acrescenta no requerimento entregue.

Segurança do primeiro-ministro agride repórter de imagem 27-09-12 ISCSP

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