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O movimento “Acordai” junta-se aos protestos de sábado

O coletivo, que integra vários músicos e cantores, está a marcar encontros para o próximo sábado em Lisboa, Porto e Guimarães, durante os quais será interpretado o tema “Acordai”, de Fernando Lopes-Graça e José Gomes Ferreira. CGTP espera adesão massiva à manifestação marcada para as 15h, no Terreiro do Paço, em Lisboa.
Foto de Paulete Matos.

Os promotores deste protesto musical contra a política de austeridade e a intervenção da troika, entre os quais se inclui a cantora lírica Ana Maria Pinto, o violinista Eliseu Silva, o pianista Daniel Godinho, a flautista Ana Catarina Costa e o pianista e compositor Tiago Simões, consideram que o tema “Acordai” constitui “um apelo à consciência de todos” e é “apropriado ao momento que atravessamos”.

“O movimento visa sobretudo apelar à consciência através da palavra poética cantada, sendo que não há espaço mais verdadeiro e pleno de sentido que o espaço poético”, esclareceu Ana Maria Pinto em declarações à agência Lusa, adiantando ainda que “a cultura é um veículo importantíssimo para consciencializar e sensibilizar as pessoas, nomeadamente em momentos como o atual, em que é urgente falar à alma muito mais que à matéria”.

Em Lisboa, o protesto está agendado para as 19h45 de sábado, nas arcadas do Teatro D. Maria II, no Rossio, estando “confirmadas até ao momento 240 pessoas”, mas, segundo Ana Maria Pinto, “estão a ser contactadas escolas de música, coros e outras instituições”. No Porto o ponto de encontro será na praça dos Leões, nos Clérigos, também às 19h45. Este protesto já conta com “395 vozes”. Em Guimarães, a concentração está agendada para as 21h30 de domingo no largo da Câmara. 133 pessoas já confirmaram a sua presença.

"É preciso mudar o Governo e mudar a política"

O secretário-geral da CGTP-IN, Arménio Carlos, garantiu esta quarta feira que é esperada uma adesão massiva ao protesto agendado par o próximo sábado, dia 29 de setembro.

"Todas as informações de que dispomos é de um nível de mobilização incomparavelmente superior à grande manifestação que fizemos no Terreiro do Paço", adiantou.

"Vamos ter uma grande manifestação, uma presença maciça de trabalhadores e trabalhadoras, desempregados, jovens, pensionistas e reformados. Isso é, neste momento, um dado adquirido", acrescentou ainda.

Para Arménio Carlos, é urgente”mudar o Governo e mudar a política", já que "enquanto tivermos memorando e uma política de direita, os problemas dos trabalhadores vão continuar".

"Este Governo está completamente descredibilizado, pura e simplesmente anda a reboque dos acontecimentos. E, pior do que isso, anda a reboque não para fazer melhor, mas pior", criticou.


 

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