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Fundações: governo quer “atirar areia para os olhos dos portugueses”

A deputada do Bloco Ana Drago criticou a falta de transparência nos critérios tidos em conta na avaliação das fundações e sublinhou que “há um conjunto de cortes em compromissos do Estado” que os portugueses “há muito tempo esperam, porque esses sim terão impactos significativos nas contas pública”.
Foto de Inácio rosa, Lusa.

Numa altura em que se preparam para impor mais impostos aos portugueses não nos atirem areia para os olhos. Há um conjunto de cortes em compromissos do Estado como parcerias público/privadas e rendas na energia que os portugueses há muito tempo esperam, porque esses sim terão impactos significativos nas contas públicas”, adiantou a deputada bloquista em declarações aos jornalistas no parlamento.

"Eu creio que todos os portugueses compreendem a necessidade de avaliar fundações que recebem dinheiros do Estado ou benefícios fiscais em função daquilo que supostamente é a sua atividade, mas olhamos para a avaliação do Governo e não conseguimos perceber esta coisa particularmente estranha que é a Fundação Serralves, conhecida por todos os portugueses e até internacionalmente, tenha tido um corte quando é mantida a Fundação do PSD da Madeira”, sublinhou ainda a dirigente do Bloco de Esquerda.

Segundo Ana Drago, “há aqui critérios sobre serviço público e promoção cultural que não estão a ser seguidos de forma clara” e que é preciso “esclarecer”.

Ao ser abordada pelos jornalistas sobre os cortes na despesa anunciados pelo governo PSD/CDS-PP, a deputada bloquista assinalou que foi “muito interessante o que foi feito nas PPP rodoviárias”, com “cortes feitos sempre em obra feita” e defendeu que os cortes devem incidir sim nas “taxas de lucros garantidas na ordem dos 14 e dos 18 por cento” a concessionários, “independentemente da situação económica do país”.

Corte em fundações que não recebiam qualquer financiamento público

A Fundação Oriente consta da lista de fundações sujeitas ao corte de apoio público, contudo, e segundo esclareceu o presidente desta entidade, Carlos Monjardino, à agência Lusa, este organismo não recebe qualquer apoio financeiro público português.

A Rádio Renascença cita outros casos de fundações que constam na lista de cortes de apoios do governo que nunca receberam qualquer verba do Estado, como é o caso da Fundação Cultursintra e da Fundação António Quadros, que se dedica ao apoio à comunidade científica.

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