You are here

Dia de Greve Geral na Grécia

Segundo a Associated Press, já se encontram nas ruas de Atenas cerca de 50 mil pessoas. A paralisação contra a política de austeridade e contra os ditames da troika abrange os trabalhadores do setor privado e do público. A imprensa internacional dá conta de conflitos entre polícia e manifestantes.
Foto de solidnet_photos.

Os manifestantes começaram logo pela manhã a concentrar-se nas imediações do Parlamento grego, segundo notícia a Associated Press, sendo que já foram registados alguns confrontos com as forças policiais. Por volta do meio dia (10h em Lisboa), já se encontravam cerca de 50 mil pessoas nas ruas da capital grega.“FMI, UE fora” e “Não nos subjugamos à troika” são algumas das palavras de ordem mais ouvidas.

A paralisação está a ter fortes impactos nos transportes e serviços públicos. Muitos comerciantes estão a fechar os seus estabelecimentos para participar na manifestação agendada para as 15h (hora local).

A Greve Geral desta quarta feira, a terceira desde o início do ano e a primeira desde a tomada de posse do governo de coligação liderado por Antonis Samaras, foi convocada pelas principais organizações sindicais gregas - a Confederação Geral dos Trabalhadores Gregos (GSEE), onde estão filiados os sindicatos do sector privado, e a União dos Trabalhadores do Sector público (ADEDY).

O protesto surge no momento em que o governo grego, que resulta da coligação entre o Partido Socialista (Pasok), a Esquerda Democrática (Dimar), e a Nova Democracia, se prepara para aplicar um novo pacote de austeridade, que visa uma poupança de 11,5 mil milhões de euros em 2013 e 2014. As novas medidas deverão incluir uma nova redução do salário mínimo e das pensões, que o governo recém eleito tinha prometido evitar a todo o custo, o ataque à negociação coletiva, cortes no valor das indemnizações por despedimento e o aumento da idade de reforma, entre outras.

Numa declaração conjunta, as duas estruturas sindicais que convocaram o protesto sublinham que “durante os últimos dois anos e meio, os salários, as pensões e as prestações sociais têm vindo a ser sucessivamente cortadas, contudo o “monstro da dívida” permanece intacto e apela constantemente a novos sacrifícios e medidas de austeridade.

País Basco e Navarra também paralisam esta quarta feira

O País Basco espanhol enfrenta esta quarta feira a segunda greve geral do ano. O protesto contra os cortes e a perda de direitos sociais e laborais, convocado por vários sindicatos, estende-se ainda a Navarra.

Desde a madrugada, foram montados vários piquetes, sendo que, pelas 8h30 locais, as autoridades do País Basco detiveram um homem que tentava bloquear a passagem de um comboio que serve Bilbao.

Esta Greve Geral ocorre durante a pré-campanha para as eleições regionais de 21 de outubro.

Termos relacionados Internacional
(...)