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Dia sem cartão na restauração

Nove em cada dez restaurantes não estão a aceitar, durante o dia de hoje, o pagamento com cartões multibanco. O Movimento Empresarial da Restauração teme que o aumento do IVA e o valor das comissões bancárias causem um despedimento massivo no setor.
Por cada pagamento com cartão, os restaurantes devolvem entre 2,5 a 3% do valor da refeição em comissões.

De norte a sul do país, milhares de restaurantes desligaram hoje os terminais de pagamento por cartão de crédito ou débito. Na origem do protesto, que o Movimento Empresarial da Restauração (MER) estima estar a ser seguido por 90% dos estabelecimentos, estão as taxas associadas à utilização do multibanco mas também o aumento do IVA da restauração.

Por cada pagamento com cartão, os restaurantes devolvem entre 2,5 a 3% do valor da refeição em comissões. São 85 a 90 milhões de euros que são entregues, todos os anos, à Unicre. “Esta ação é para alertar, nomeadamente a Unicre, que as comissões que estamos a pagar são um exagero. Acho que chegou uma altura de dizer basta”, indicou o coordenador do MER, José Pereira.

A empresa contesta os valores avançados pelo MER, dizendo que as comissões dos restaurantes totalizam 11 milhões de euros representam “apenas” 7% do total de comissões que recebe.

“Salve-se quem puder. Simplesmente vamos morrer todos”, é o mote para este dia sem cartões, lançado pelo Movimento de Empresários da Restauração para este dia sem cartões. “Garanto que no fim de 2013, há mais de 100 mil desempregados só no nosso sector e mais de 20 mil empresas vão fechar”, declarou Mário Pereira Gonçalves, o coordenador do movimento, à rádio TSF.

A restauração é um dos sectores que maior números de pessoas emprega no país e o aumento da taxa de IVA, que o Governo passou de 13% para 23% no Orçamento de Estado de 2012, tem sido sempre motivo de forte contestação e controvérsia. Certo é que o aumento do IVA não tem correspondido a maiores receitas para o Estado, como desde sempre avisou a associação de restaurantes, a oposição e a maioria dos economistas.

 

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