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Que se lixe a Troika: “Tantas horas de Conselho de Estado para nada”

As subscritoras e os subscritores das manifestações de 15 e 21 de Setembro consideram que o Conselho de Estado “fechou os olhos aos país”, pois nada se resolve “pelo facto de o Governo passar a tirar-nos de outra maneira aquilo que nos roubava na TSU”, e apelam à participação na concentração em Lisboa organizada pela CGTP, já no próximo sábado.
Vigília ao Conselho de Estado, 21 de Setembro de 2012. Foto de Paulete Matos.

Segundo as subscritoras e os subscritores das manifestações de 15 e 21 de Setembro, as centenas de milhares de pessoas que saíram à rua consideram que “os problemas deste país não se resolvem pelo facto de o Governo passar a tirar-nos de outra maneira aquilo que nos roubava na TSU”.

“Quando o país esperava que o Conselho de Estado o percebesse, este fechou os olhos”, afirmam em comunicado de imprensa, sublinhando que os protestos, que tiveram uma dimensão histórica, representaram “uma posição firme de denúncia de um programa, o da troika, de um governo, o dos troikistas, e de um método anti-democrático, o de sujeitar a população portuguesa a políticas que as pessoas não discutiram, nem votaram”.

Acusam o Conselho de Estado e, em particular, o Presidente da República, de sofrerem dos mesmos “defeitos de cegueira e surdez à voz do povo, característicos do Governo, desrespeitando e reinterpretando a seu gosto estes últimos e inequívocos protestos”.

O possível recuo na TSU não é suficiente, defendem, enumerando outros problemas e medidas como os sucessivos cortes nos salários e nas pensões, nos serviços públicos de Saúde e Educação e no apoio à Cultura, as privatizações, o aumento do IVA e do preço dos transportes públicos.

Congratulando-se pelo fato de milhares de pessoas se terem manifestado politicamente, muitas pelas primeiras vez, o grupo que fez soar pelo país o mote de protesto “Que se lixe a Troika: queremos as nossas vidas!” afirma que é preciso “dar voz ao povo” e “decidir em conjunto” para garantir um país mais justo e não subserviente ao acordo com a troika.

“Uma frente de resistência comum”

E por isso apelam à continuação do protesto e à multiplicação da mobilização em prol de “um novo rumo”, um rumo “que tenha finalmente as pessoas como centro das atenções, e não bancos e mercados ou interesses financeiros e especulativos”, que aponte para “uma verdadeira solidariedade internacional, para uma mudança de regime que beneficie todos os povos”.

Temos de nos unir “numa frente de resistência comum”, defendem. Dando o exemplo, apelam à participação na concentração em Lisboa no próximo sábado, dia 29 de Setembro, organizada pela CGTP. O ponto de encontro é no Terreiro do Paço, às 15h.

“Queremos as nossas vidas. E por elas estamos dispostos a fazer, em cada dia de luta, em cada novo protesto, algo de extraordinário”, lê-se no final do comunicado.

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