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Francisco Louçã: “Nunca Portugal foi assaltado desta forma”

Louçã confrontou Passos Coelho com as suas palavras no discurso do Pontal, quando disse que 2013 seria o ano da recuperação económica, e ironicamente conta uma parábola: "Pedro esta a afogar-se, mergulha mais fundo e diz que está a recuperar, mas o povo bem sabe -- o homem afogou-se". Em segunda intervenção, Francisco Louçã critica a “medida estapafúrdia” sobre a TSU e conclui: “Este Governo está morto”.

No debate parlamentar com o primeiro-ministro, Francisco Louçã acusa Passos Coelho:

"O senhor tem conta daquilo que quer tirar no próximo ano? 2700 milhões de euros de TSU para entregar ao bolso do patronato, mais 850 milhões de euros para descontos da Segurança Social na função pública, 1450 milhões de euros aos reformados, 540 milhões ao salário da função pública, 5500 milhões, nunca Portugal foi assaltado desta forma".

O coordenador da comissão política do Bloco pergunta também a Passos Coelho se aprovou a “medida estapafúrdia” sobre a TSU em reunião do Conselho de Ministros e, perante a falta de resposta do primeiro ministro, Francisco Louçã conclui na segunda intervenção: “confirma a impressão que o país inteiro tem de que não foi aprovada em Conselho de Ministros a medida de retirar o dinheiro do trabalhador da Segurança Social, para entregar ao patronato”.

Sobre esta medida, Francisco Louçã salienta que tem 3 erros: “É inconstitucional”, porque “o sistema de Segurança Social é um sistema de garantia de seguro para a pessoa e não é um sistema de financiamento nem do Estado, nem das empresas”; “cria recessão”, porque “diminui os salários e portanto diminui a procura”; e “é idiota, porque vai aumentar o défice”.

O dirigente do Bloco acusa o primeiro-ministro de fugir às responsabilidades, refere que o Governo perdeu a maioria, desafiando-o a apresentar uma moção de confiança sobre a TSU, recorda a Passos que “1 milhão de pessoas quer a sua demissão”, lembrando as divergências na coligação e que dirigentes do PSD “apelam à revolta dos deputados” contra o Governo e conclui: “O senhor sabe que este Governo está morto!”.

Louçã vs. Passos II: "Este Governo está morto"

Louçã vs. Passos I: "O homem afogou-se"

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