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Bruto da Costa: “Outro governo com o mesmo pensamento económico não alterará nada”

O presidente da Comissão Nacional de Justiça e Paz (CNJP) alertou esta quarta feira para o facto de as novas medidas de austeridade impostas “unilateralmente” pelo governo PSD/CDS-PP porem em causa o Estado de Direito e questionou o argumentou da inevitabilidade.

Para Alfredo Bruto da Costa, a estabilidade política é “um instrumento e não uma finalidade”, sendo que a atual coligação governamental “não existe para si, mas para tornar possível uma política estável”. “Se assim não for, tem que haver alguma revisão”, adiantou o presidente da CNJP.

“Outro Governo com o mesmo pensamento económico não alterará nada”, acrescentou ainda, sublinhando que não acredita que “esta seja a única via para resolver os problemas do país”.

Referindo-se às medidas anunciadas por Pedro Passos Coelho, Alfredo Bruto da Costa acusou o governo de nunca ter sido capaz de demonstrar que os sacrifícios foram distribuídos equitativamente” e de ter sido “preciso e cirúrgico nas medidas de ataque ao rendimento do trabalho”.

Este professor universitário fez ainda questão de salientar que uma pensão “não é um benefício concedido ao pensionista pelo governo”, mas antes um “contrato feito, que dizia quanto pagava e quanto recebia”.

Relativamente às manifestações do passado dia 15 de setembro, o presidente da CNJP afirmou que as mesmas foram uma “surpresa” e um “indicador importantíssimo” para os “partidos políticos e o governo”.

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