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Alemães elogiam Portas por sair do país quando há protestos

No meio da maior crise social e política desde a posse do governo da troika, Paulo Portas foi a Berlim garantir aos alemães que a receita da austeridade é para aplicar. E o ministro alemão dos Negócios Estrangeiros elogiou Portas por sair do país quando os protestos sobem de tom.
Foto José Goulão/Flickr

“É de enaltecer a sua presença aqui, porque sabemos que a discussão no seu país é muito difícil, que há muitos protestos”, disse Guido Westerwelle, o chefe da diplomacia alemã que, tal como Portas, já foi líder do partido mais pequeno da coligação de direita, o FDP (liberais).

Mas ao contrário do homólogo português, Westerwelle já sentiu na pele o preço do desgaste no governo: nas eleições do ano passado, os liberais caíram ao ponto de não conseguirem ultrapassar a fasquia dos 5% nalguns estados, provocando a sua demissão, embora conservando o cargo no Governo chefiado por Angela Merkel.

No seu discurso, Paulo Portas manifestou confiança nos resultados da receita de austeridade do memorando da troika que agravou a recessão em Portugal e manifestou-se até "muito orgulhoso da postura dos portugueses" que no último ano viram o desemprego disparar para 1,3 milhões de pessoas e a  dívida aumentar em mais 18 mil milhões de euros, ao mesmo tempo que os salários da Função Pública e as pensões de reforma foram cortadas.

Nesta conferência intitulada "O valor da Europa", Westerwelle defendeu que "não se deve bloquear" nem a vontade dos países que acelerarem o processo duma Europa a várias velocidades, nem o abandono dos  países que não consigam integrar-se neste projeto hoje claramente liderado pela Alemanha.

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