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"O Governo está ferido de morte e tem de sair"

O deputado bloquista João Semedo diz que no passado sábado "mais de um milhão de portugueses apontou a porta da rua ao Governo" do PSD e do CDS. O Bloco exigiu no Parlamento a divulgação do estudo que Vítor Gaspar diz ter sobre os impactos positivos da descida da Taxa Social Única.
Foto de Paulete Matos.

Com patrões e sindicatos a condenarem as mexidas na Taxa Social Única (TSU) preparadas pelo PSD e o CDS, o grupo parlamentar bloquista defende que a Assembleia da República tem o direito de conhecer o relatório que Vítor Gaspar afirmou descrever os efeitos positivos da medida.

O Bloco lembra que Gaspar "declarou que o Governo tinha um estudo onde se garantia que esta medida favorecia a economia e o emprego. Esta afirmação vai em sentido contrário aos estudos já publicados, bem como de opiniões dos mais diversos setores da economia”, diz o requerimento entregue no Parlamento.

Para o deputado João Semedo, o atual estado da coligação do Governo da troika pode ser descrito como  “um Governo sem coesão, um Governo dividido, um Governo sem direção” que “não sabe fazer outra coisa que não seja aumentar os sacrifícios sobre os portugueses que vivem do seu trabalho”.

“É um Governo que foi condenado nas ruas pelo povo. É um Governo que está de saída e tem de sair”, acrescentou Semedo, lembrando que no passado sábado “mais de um milhão de portugueses apontou a porta da rua ao Governo. Mais de um milhão de portugueses demitiu no sábado passado o Governo.

"Este Governo está ferido gravemente, ferido de morte como se costuma dizer”, disse o deputado bloquista, citado pela agência Lusa após uma reunião com a direção do Centro de Saúde dos Olivais, onde denunciou mais uma experiência do Governo, desta vez com a Saúde dos utentes do SNS.

“Este é um dos centros de saúde de um dos agrupamentos que foi sujeito à experiência que o Governo introduziu, que se traduziu em tirar médicos de família a quem tinha médico de família, para dar a quem não o tinha”, explicou João Semedo. Na prática, quem não vai ao centro de saúde durante três anos fica sem médico de família e a única coisa que muda é que "quem se queixa hoje de não ter médico de família não são as mesmas pessoas que há uns meses se queixavam”, apontou o deputado.

O projeto piloto do Governo foi efetuado em janeiro, mas não há notícia de ter sido feita qualquer avaliação da experiência por parte do Ministério de Saúde. “O Governo não pode mexer na vida de centenas de milhares de pessoas sem avaliar os resultados do que fez”, alertou Semedo.

Junto da direção do Centro de Saúde dos Olivais, João Semedo ficou a saber “que, tendencialmente, os tempos de espera por uma consulta estão a aumentar, ou têm aumentado, ao mesmo tempo que o número de consultas tem diminuído – seguramente por razões variadas, algumas muito associadas à crise social e à austeridade”.

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