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Madrid e Barcelona em colapso por causa da greve dos transportes

O setor ferroviário espanhol vive esta segunda feira a sua segunda greve de 24h, um protesto contra a liberalização do transporte de passageiros aprovada pelo Governo. Em Madrid e Barcelona também os restantes transportes públicos estão em greve. Na hora de ponta da manhã houve filas de mais de 120 quilómetros nas principais vias de acesso à capital.
Em Madrid, as Comisiones Obreras (CCOO) e a Unión General de Trabajadores (UGT) estimam uma adesão de quase 100 por cento na paralisação no Metro, no turno da manhã.

Segundo o jornal espanhol Público, as cidades de Madrid e Barcelona estão em colapso devido à segunda greve de 24h no setor ferroviário contra a liberalização do transporte de passageiros aprovada pelo Governo. A esta paralisação somam-se as greves parciais (quatro horas de manhã e outras tantas à tarde) no Metro das duas cidades, em protesto contra a redução de salários e o aumento do preço dos bilhetes. Em Barcelona a greve afeta também os autocarros.

Os sindicatos asseguram que a greve nacional está a ser um sucesso, com uma adesão extraordinária de mais de 98 por cento.

Em Madrid, as Comisiones Obreras (CCOO) e a Unión General de Trabajadores (UGT) estimam uma adesão de quase 100 por cento na paralisação no Metro, no turno da manhã. Em Barcelona, a adesão à greve dos trabalhadores no metro e nos autocarros é praticamente de 100 por cento. Nos comboios (Renfe e ADIF) é de 95 por cento, conforme foi relatado pelo sindicato CGT, citado pelo jornal espanhol Público.

Esta manhã, houve filas de mais de 120 quilómetros na hora de ponta da manhã nas principais vias de acesso à capital, Madrid. No centro da cidade também se verificaram engarrafamentos significativos. Os efeitos das paralisações estão a sentir-se especialmente na rede ferroviária suburbana e na rede de Metro, com composições a abarrotar em alguns percursos.

Em Madrid, três pessoas foram detidas nas primeiras horas da greve. As detenções ocorreram cerca das 7h (6h em Lisboa) na estação de Atocha, a principal da rede de transportes públicos da capital, depois de momentos mais tensos entre elementos de um piquete e efetivos policiais.

Já na capital catalã, as filas nas principais vias de acesso prolongavam-se por 42 quilómetros.

O protesto geral abrange os trabalhadores da Renfe, Adif, AVE e Feve, que têm marcadas concentrações e manifestações em várias cidades espanholas.

Estima-se que, devido à greve, que começou às 0h desta segunda-feira, se cancelarão 302 comboios de alta velocidade e de grande e médio curso. Serão cancelados 97 da rede AVE, 205 das ligações interurbanas e entre 50 e 75 por cento dos comboios da rede suburbana. O maior impacto será no sector de mercadorias, onde se prevê o cancelamento de 183 comboios, com serviços mínimos de apenas 20 por cento.

Contra a "privatização encoberta" dos transportes

No centro destas greves está o Real Decreto de 20 de Julho, que prevê, a partir de 31 de Julho de 2013, a liberalização do sector de transporte ferroviário nacional de passageiros.

O Governo pretende, com este cenário de liberalização e mais concorrência, um aumento do número de operadoras, mais acessos a serviços de alta velocidade, um aumento do transporte de mercadorias e, em termos gerais, um serviço mais competitivo em qualidade e preços.

Os sindicatos consideram que estas medidas, que classificam como uma “privatização encoberta”, põem em perigo milhares de postos de trabalho, piorando os serviços.

Os sindicatos consideram que estas medidas, que classificam como uma “privatização encoberta”, põem em perigo milhares de postos de trabalho, piorando os serviços.

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