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Greve dos pilotos de barra e trabalhadores de tráfego paralisa portos

Os portos portugueses, continente e ilhas, estão totalmente paralisados desde as 0h desta segunda-feira devido à greve dos pilotos de barra e dos trabalhadores de tráfego, disse à Lusa fonte sindical. As greves nos portos estender-se-ão por cinco semanas.
Depois do anúncio do acordo entre o Governo, patrões e UGT, o Sindicato dos Estivadores, Trabalhadores do Tráfego do centro e sul de Portugal decidiu "endurecer ainda mais a luta”, tendo emitido um pré-aviso de greve parcial nos portos de Lisboa, Setúbal, Figueira da Foz e Sines entre 29 de setembro e 22 de outubro.

“A informação que temos é que os portos estão totalmente paralisados, quer os do continente, quer os das regiões autónomas dos Açores e da Madeira”, afirmou Carlos Coutinho, do sindicato Oficiaismar, em declarações à Lusa.

Já o presidente do Instituto Portuário e do Transporte remeteu para o final da manhã uma posição sobre este primeiro dia de greve.

Durante a greve dos pilotos de barra estão previstos serviços mínimos, que, segundo o sindicato, serão cumpridos em emergências e situações de socorro em que estejam em causa pessoas e bens.

João Alves, do Sindicato dos Estivadores, acusa o Governo de falta de diálogo. “A única coisa que falta, neste momento, é que o Governo se decida a dialogar. O Governo entregou-nos um documento no dia 11 e, no dia 12, procedeu, por uma questão política e publicitária, à assinatura com a UGT. Penso que isto é mais uma declaração de guerra do que propriamente uma democracia”, disse à Antena 1.

O Governo assinou um acordo com representantes dos operadores portuários e com sindicatos da UGT para a revisão do regime jurídico do trabalho portuário, mas a Frente Comum Sindical Marítimo-Portuária manteve a greve. Vítor Dias, presidente do Sindicato dos Estivadores, Trabalhadores do Tráfego do centro e sul de Portugal, disse à Lusa que aquele acordo “reforçou a união dos sindicatos que compõem a frente comum e tornou as pessoas ainda mais convictas na luta pelos direitos ao trabalho”.

Greves nos Portos durante cinco semanas

Segundo a Lusa, a Frente Comum Sindical Marítimo-Portuária entregou pré-avisos de greve para os portos portugueses, com diferentes datas por sindicato, cobrindo um período total de 17 a 24 de setembro.

Os sindicatos dos trabalhadores portuários do Centro e Sul, que inclui Lisboa, Setúbal e Figueira da Foz, Caniçal, Sines, Aveiro e Viana do Castelo declararam greve das 0h de 19 de setembro (quarta-feira) até às 8h de dia 21 (sexta-feira).

O Sindicato Nacional dos Trabalhadores das Administrações Portuárias convocou a greve para a totalidade dos dias 21 e 24 de setembro (de sexta-feira a segunda-feira), de acordo com os pré-avisos destinados aos portos do Continente, Madeira e Açores.

Por seu lado, o Sindicato dos Capitães, Oficiais Pilotos, Comissários e Engenheiros da Marinha Mercante declarou greve das 0h de 17 de setembro (segunda-feira) até à meia-noite de 18 de setembro (terça-feira), o mesmo período do Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado.

Depois do anúncio do acordo entre o Governo, patrões e UGT, o Sindicato dos Estivadores, Trabalhadores do Tráfego do centro e sul de Portugal decidiu "endurecer ainda mais a luta”, tendo emitido um pré-aviso de greve parcial nos portos de Lisboa, Setúbal, Figueira da Foz e Sines entre 29 de setembro e 22 de outubro.

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