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O 15 de setembro em todo o país

Em muitas cidades foram as maiores de sempre. Em todo o país e em muitas cidades no estrangeiro, os protestos pediram o fim da austeridade e exigiram a demissão do governo. Atualizada em 17 de setembro, às 15h10.
Manifestação de Coimbra. Foto de Pedro Cosme

As maiores manifestações foram as de Lisboa e Porto, sobre as quais já escrevemos aqui no Esquerda.net. Aqui vai um primeiro levantamento das outras manifestações.

Aveiro: Cerca de 10 mil pessoas manifestaram-se na praça junto à Câmara Municipal e na praça junto ao antigo Governo Civil.

Nesta cidade, num episódio trágico, um rapaz de 29 anos pegou numa garrafa de álcool etílico e deitou fogo sobre si mesmo como forma desesperada de protesto. Hospitalizado, não corre risco de vida, embora tenha bastantes queimaduras.

Beja: Cerca de mil pessoas

Braga: A manifestação reuniu cerca de cinco mil pessoas na Avenida Central.

Bragança: Mais de uma centena de pessoas concentraram-se na Praça Cavaleiro Ferreira.

Caldas da Rainha: cerca de 1.500 pessoas.

Coimbra: Cerca de 20 mil pessoas de diferentes idades, quadrantes políticos e estratos sociais partiram da Praça da República e desfilaram na avenida Sá da Bandeira contra as políticas da “troika” e do governo.

Covilhã: Cerca de 500 pessoas em frente à Câmara Municipal.

Évora: Cerca de 500 concentraram-se no centro histórico da cidade. Saíram da Praça do Giraldo e percorreram algumas das principais ruas até aos Paços do Concelho, voltando ao Giraldo, onde foram feitos os discursos. Empunhando cartazes contra o Governo e a troika, os manifestantes gritaram palavras de ordem como “Está na hora de o Governo ir embora” e “O povo unido jamais será vencido”.

Faro: Cerca de 4000 pessoas, que percorreram as ruas da Baixa da cidade. Ao longo do percurso gritaram-se palavras de ordem como “gatunos”, “demissão” e “O povo unido, jamais será vencido”.

Guarda: Mais de 1200 pessoas juntaram-se aos protestos. Ouviram-se comentários: "nunca se viu isto nesta cidade".

Leiria: Cerca de 2.500 pessoas na Praça Rodrigues Lobo.

Marinha Grande: Cerca de 2.500 pessoas

Portalegre: Mais de três centenas de pessoas na Praça da República, com muitas palavras de ordem contra Passos Coelho e a “troika”.

Portimão: Cerca de mil pessoas concentraram-se em frente da Câmara de Portimão, e desfilaram pelas ruas da baixa da cidade até à marginal, onde se realizou uma tribuna aberta contra as medidas de austeridade. Gritaram-se palavras de ordem como “Passos ladrão, não vales um tostão” ou “Passos atenção, não queremos exploração” e exibiram-se cartazes com frases como “Troika que os pariu”. “Não é admissível que este Governo, a mando da troika, queira formar milhares ou milhões de descamisados. Não admitimos. É uma tristeza, uma desgraça, os nossos governantes nunca cumprem o que promete. E vejam como está o nosso país: um milhão de desempregados, os jovens têm que emigrar”, afirmou João Vasconcelos, da organização da manifestação.

Santarém:Cerca de 1200 manifestaram-se no Jardim dos Cravos junto a Salgueiro Maia.

Setúbal: Entre três a quatro mil pessoas concentraram-se no Largo José Afonso e desfilaram pela Avenida Luísa Todi até à Praça do Bocage.

Vila Real: Cerca de 1.500 pessoas juntaram-se hoje no centro da cidade onde cresceu o primeiro-ministro, que foi vaiado e aconselhado a emigrar. "Pedro vai para a rua!", gritaram em uníssono os manifestantes, muitos deles professores, jovens e desempregados.

"Sacríficos? Tenham juízo" ou "Governo PPC, cavalo de troika", eram as inscrições que se podiam ler nos cartazes espalhados pela praça do município.

Viana do Castelo: mais de 300 manifestantes, muitos dos quais munidos simbolicamente com vassouras, cortaram o trânsito na principal avenida da cidade. Seguiu-se um desfile pelas ruas da cidade, numa ação que não estava autorizada mas que decorreu sem incidentes, terminando na Praça da Liberdade, com os manifestantes, de vassoura na mão, a lançarem palavras de ordem contra a troika.

Viseu: mais de 2.000 pessoas participaram no protesto nacional, numa das maiores manifestações desde o 25 de abril de 1974 na cidade.

Ponta Delgada: Cerca de três centenas de pessoas reuniram-se junto às Portas da Cidade. “Precariedade igual a desemprego”, “Não às ilegalidades” e “Açores livres da Troika” eram algumas das frases que se podiam ler nos cartazes que os manifestantes empunhavam.

Funchal: Milhares as pessoas, incluindo muitas crianças na manifestação que os organizadores frisaram ser "do povo e para o povo, apartidária" e que foi considerada a maior manifestação popular dos últimos anos. Muitos cartazes diziam "a nossa luta é internacional", "público e privados é só desempregados", "quem semeia miséria colhe fúria".

No estrangeiro:

Berlim: Cerca de 40 pessoas manifestaram-se diante da Embaixada de Portugal em Berlim, solidarizando-se com os protestos em Portugal. Os manifestantes eram na sua maioria jovens estudantes portugueses recentemente emigrados por causa da crise e empunhavam cartazes em português, inglês e alemão, com inscrições como "Trabalho Indigno Não É Trabalho", "Emigração Não É erasmus? F... Troika", "Menschen Statt Banken" (Pessoas em vez de Bancos) e "Austerity Labs no Pasaran". (Laboratórios da Austeridade não Passarão). Catarina Principe, uma estudante que está há menos de um ano em Berlim, explicou à Lusa que foi para a capital alemã "para tentar arranjar um trabalho decente e poder estudar", acrescentando que resolveu manifestar-se porque o povo em Portugal "resolveu sair à rua e faz todo o sentido apoiá-los a partir daqui".

Paris: Cerca de 30 portugueses, todos jovens, formados, indignados e solidários com a situação que o país atravessa, juntaram-se em frente da embaixada de Portugal em Paris para contestar as políticas do Governo e pedir um país "com oportunidades". Na maior das faixas lia-se: "Precários nos querem, rebeldes nos terão".

Londres: Cerca de 200 pessoas concentraram-se em frente à embaixada de Portugal em Londres empunhando cartazes onde se lia "Fora com Troika! Basta de fome, miséria e desemprego!", "Vampiros sem Vergonha" e "Acorda Portugal!".

Bruxelas: Cerca de 50 pessoas manifestaram-se diante da representação permanente de Portugal junto da União Europeia, entre os quais as eurodeputadas Marisa Matias (BE) e Inês Zuber (PCP). Com cartazes onde se podia ler “Povo para a rua! Governo para a rua!” e “Contra os ladrões marchar, marchar”, concentraram-se no quarteirão das sedes das instituições europeias, em frente ao edifício da representação diplomática portuguesa junto da União Europeia. Marisa Matias explicou que “gostava de poder estar em Portugal também” para participar nas manifestações, mas, “estando em Bruxelas, obviamente era aqui que tinha que estar”, para “mostrar resistência em relação a estas políticas de austeridade, e solidariedade”, pois “todos os limites já foram ultrapassados e já é uma questão de as pessoas lutarem pela sua dignidade”.

Houve também protestos em Barcelona e Fortaleza.

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