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EUA: Greve dos professores entra no 5º dia

Docentes do ensino público, fundamental e médio, da terceira cidade do país reivindicam aumentos de salários, um sistema de avaliação que os respeite e garantias contra os despedimentos. O presidente da câmara foi o primeiro chefe de gabinete de Obama.
A manifestação dso professores de Chicago demonstrou a força da greve. Foto de peoplesworld

Cerca de 350 mil alunos de Chicago, do ensino público fundamental e médio, estão sem aulas desde segunda-feira devido à greve dos professores, a primeira na cidade desde há 25 anos. Chicago é a terceira maior cidade dos EUA e o presidente da câmara é Rahm Emanuel, um democrata que foi o primeiro chefe de gabinete do presidente Obama.

Os docentes reivindicam aumento de salários, um sistema de avaliação que os respeite, e garantias contra os despedimentos, já que pairam ameaças de encerramento de entre 80 e 120 escolas. As negociações entre a Chicago Public Schools (Escolas Públicas de Chicago) e o Chicago Teachers Union (o sindicato dos professores da cidade) prosseguiam nesta sexta-feira, sem que tivesse sido concluído um acordo. A câmara já terá cedido um aumento de 16% em quatro anos, mas ainda restariam outras questões a resolver.

Se a direção sindical chegar a acordo, ainda será necessário, porém, levar a decisão à ratificação dos 25 mil docentes do sindicato. Na segunda-feira, milhares de professores vestidos de vermelho manifestaram-se no centro da cidade. Esta é também a primeira greve de professores numa grande cidade dos Estados Unidos desde há seis anos.

Grupos de trabalhadores e professores de outras cidades manifestaram apoio aos grevistas, sugerindo que o conflito em Chicago é somente um passo de uma grande luta nacional em torno das remunerações, condições de trabalho, benefícios sociais e estabilidade.

“Os professores sentem-se total e completamente desrespeitados”, disse Randi Weingarten, presidente da Federação Americana de Professores, ao The New York Times. A Federação culpa o presidente da câmara de aplicar um agressivo plano de ampliação da jornada escolar, com adiamento do prometido aumento salarial. “Ele plantou as sementes de uma grande frustração e descrédito”, disse a professora.

Apesar de se temer que a oposição aproveitasse a greve durante a campanha eleitoral para atacar Obama, os republicanos optaram por atacar a greve. O candidato republicano Mitt Romney divulgou uma declaração em que manifesta deceção com os professores e afirma que “os sindicatos têm demonstrado o quanto os seus interesses se chocam com os das nossas crianças”.

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