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A Grécia é palco de novos protestos

Trabalhadores do setor público, bombeiros, polícias e militares concentraram-se na segunda maior cidade grega. Em Atenas, os pensionistas marcharam contra as novas medidas de austeridade impostas pelo governo.
Foto de EPA/SOTIRIS BARBAROUSIS.

Este sábado, cerca de 15 mil pessoas aderiram ao protesto convocado pelas principais confederações sindicais gregas do setor privado - GSEE e ADEDY, que teve lugar em Thessaloniki, segunda maior cidade grega, durante a inauguração da Feira Internacional do Comércio, que conta tradicionalmente com a participação dos representantes do governo.

O primeiro ministro Samaras evitou os manifestantes, fazendo somente um pequeno discurso durante o qual justificou as medidas de austeridade já aplicadas, e aquelas que estão ainda em discussão, com o argumento já sobejamente conhecido da “inevitabilidade”.

“Nós estamos a tentar minimizar as consequências dos cortes o mais que podemos, mas temos que aplicá-los porque não há outra alternativa”, afirmou o primeiro ministro grego. “Eu estou a dizer a verdade, não há outro caminho”, frisou.

“O primeiro ministro chegou e foi-se embora como um ladrão – talvez esteja envergonhado”, afirmou Alex Tsipras, representante da Syriza, comentando a atitude do primeiro ministro grego.

Para o local da mobilização foram mobilizados 3500 policias.

A par do protesto promovido pelos sindicatos do setor privado, Thessaloniki foi também palco de concentrações de militares, agentes policiais, bombeiros e guardas marítimos, entre outros.

Já em Atenas, mais de dois mil pensionistas marcharam pelas ruas como forma de protesto contra os novos cortes das pensões anunciados pelo governo. Quem aufira pensões de mais de 1000 euros mensais será sujeito a um corte de 10%, que se soma ao corte de 25% implementado nos últimos dois anos.

“Eles cortaram as nossas pensões em pequenos pedaços”, afirmou um pensionista em declarações à Associated Press. “Eles espremeram a nossa vida, desgraçaram-nos”, adiantou ainda.

Este domingo, o ministro das finanças Yannis Stournaras irá reunir com os representantes da troika que chegaram esta sexta feira à Grécia para rever o progresso das reformas aplicadas pelo executivo de Antonis Samaras e determinar se a Grécia terá acesso à nova parcela de financiamento. Após este encontro, o governo promove uma série de reuniões durante as quais vão ser discutidas as novas medidas de austeridade a serem aplicadas no país e que permitirão uma poupança de 11,5 mil milhões de euros em 2013 e 2014.

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