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Exportações apresentam taxa de crescimento mais baixa desde 2009

A par da queda abrupta do consumo das famílias e do investimento, que será ainda maior mediante as novas medidas de austeridade anunciadas pelo primeiro ministro, as exportações registam agora a taxa de crescimento mais baixa desde 2009.
Foto de Paulete Matos.

Os dados adiantados esta sexta feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) confirmam uma queda de 3,3% do Produto Interno Bruto (PIB) em termos homólogos no segundo trimestre. Esta degradação da economia nacional resulta, segundo o INE, da redução da procura interna e do abrandamento do crescimento das exportações.

Segundo contas avançadas pelo jornal Público, os portugueses gastaram menos 2,9 mil milhões neste primeiro trimestre do ano, em comparação com igual período do ano passado, tendo o consumo privado registado o peso mais baixo no PIB desde 2003 - cerca de 61,6%.

As despesas das famílias caíram 5,9% em termos homólogos. A queda mais acentuada diz respeito ao consumo de bens duradouros (mais de 22%). Os bens não duradouros registaram, por sua vez, um decréscimo de 5,2%, o que equivale à maior redução desde que o INE e o Banco de Portugal têm registo dos dados, ou seja, desde 1979. O próprio consumo de bens alimentares está em queda há quatro trimestres consecutivos. No segundo trimestre de 2012, a variação foi de -0,5%.

O decréscimo do investimento foi, por sua vez, de 18,7%).

As exportações, que têm sido o único fator a contribuir para o crescimento do PIB, registaram um abrandamento do seu ritmo de crescimento de 4,3%, o que corresponde à taxa de crescimento mais baixa desde a crise de 2009. Desde o início de 2010, o crescimento das exportações era de, pelo menos 6,3%.As exportações de serviços já estão mesmo a cair 0,4%.

 

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