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Crise: Direção Geral da Saúde alerta para aumento de suicídios

A atual crise financeira vai ter impactos “muito significativos”, sendo que é previsível um aumento de algumas doenças mentais e da taxa do suicídio. O alerta é da DGS. A Linha telefónica de emergência SOS-Voz Amiga recebe cada vez mais pedidos de ajuda.
Foto de Marta Vieira Pereira, Flickr.

A crise financeira que vivemos vai ter seguramente impactos muito significativos na saúde mental das populações”, sendo “plausível a ocorrência de um aumento da prevalência de algumas doenças mentais, assim como o aumento da taxa de suicídio em alguns setores da população”, adianta a Direção-Geral da Saúde (DGS) no Programa Nacional para a Saúde Mental (PNSM) divulgado esta sexta feira.

“Se o investimento no desenvolvimento dos serviços comunitários para doentes mentais graves já era uma prioridade antes da crise, é-o ainda mais agora”, refere ainda o documento elaborado por este organismo do Ministério da Saúde.

São cada vez mais frequentes os pedidos de ajuda

A Linha telefónica de emergência SOS-Voz Amiga registou um acentuado aumento do número de chamadas devido a problemas relacionados com a crise, estando, inclusive, a lançar um apelo à sociedade civil no sentido de angariar voluntários. Segundo adiantou uma voluntária deste serviço à agência Lusa, os principais problemas reportados estão relacionados com o desemprego, a fome, a violência doméstica e a solidão.

“Alguns estão no fim da linha, têm uma grande instabilidade. O desemprego, o não ter dinheiro e o estar em condições de isolamento a partir destas questões acentuou-se imenso”, sobretudo a partir de 2011, sublinhou esta colaboradora da Linha SOS-Voz Amiga, que adiantou ainda que o número de jovens a recorrer a este tipo de apoio é cada vez maior.

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