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Lufthansa: greve na maior companhia aérea europeia

Paralisação de 24 horas dos tripulantes de cabine levou ao cancelamento de mais de mil voos e afetou cerca de 100 mil pessoas. Sindicato exige 5% de aumento salarial e o fim da contratação de mão de obra externa.
Os tripulantes, que têm os salários congelados há três anos, exigem 5% de aumento e o fim do recurso a mão de obra subcontratada. Foto EPA/BORIS ROESSLER

A maior greve da história da maior companhia aérea europeia deixou em terra esta sexta-feira a maioria dos aviões nos aeroportos de Frankfurt, Munique, Düsseldorf, Berlim, Hamburgo e Stuttgart.

A paralisação de 24 horas foi convocada pelo sindicato UFO, que representa os tripulantes de cabine. A administração da empresa queixou-se da medida de força dos trabalhadores, afirmando que a greve é desproporcional. “Ela significa grandes prejuízos financeiros para a empresa e prejudica a imagem da marca Lufthansa", disse, em comunicado.

Os tripulantes, que têm os salários congelados há três anos, exigem 5% de aumento e o fim do recurso a mão de obra subcontratada. A Lufthansa emprega 18 mil funcionários no serviço de bordo. A administração oferece um aumento de 3,5%, mas exige, duas horas a mais na jornada de trabalho ou uma remuneração menor para horas extras.

A Lufthansa registou um prejuízo operacional de 20 milhões de euros no primeiro semestre deste ano. Um dos motivos é o aumento de preço dos combustíveis combinado à crise do euro. A empresa adotou um plano de voos reduzido e um programa de redução de gastos que envolve o despedimento de 3.500 dos 120 mil funcionários.

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