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Cerâmica Valadares: trabalhadores suspendem contratos

Decisão tomada em plenário visa permitir o recurso ao subsídio de desemprego. Bloco de Esquerda levou a solidariedade aos trabalhadores que têm 3 e 4 meses de salários em atraso.
A maioria dos trabalhadores já tem 3 e 4 meses de salários em atraso. Foto de Fernando Veludo/Lusa

A maioria dos 176 trabalhadores da Cerâmica Valadares suspenderam a partir de quinta-feira os contratos de trabalho, com o objetivo de poderem recorrer ao subsídio de desemprego, mantendo vínculo à empresa. A decisão foi tomada num plenário realizado na quarta-feira.

Os trabalhadores não estão em laboração, e a maioria já tem 3 e 4 meses de salários em atraso.

Desde meados de Agosto que mantêm encerradas as portas da Cerâmica durante o horário laboral para impedir a entrada e a saída de viaturas e pessoas, evitando assim que a administração faça sair as máquinas da fábrica.

O secretário-geral da CGTP, presente ao plenário, acusou a administração da empresa “de ter atuado permanentemente sob a má-fé e sistematicamente desrespeitado compromissos que livremente assumiu”. Para Arménio Carlos, “aqui há uma vítima que são os trabalhadores, e há carrascos: a entidade patronal que não está a cumprir a lei. E o governo continua a assobiar para o lado”.

O Bloco de Esquerda esteve presente no plenário através dos camaradas José Soeiro, Jorge Magalhães e Fernando Queiróz, e fez chegar à Comissão de Trabalhadores e à Comissão Sindical a resposta que o Ministério da Economia deu às perguntas feitas pelo Bloco de Esquerda.

Plenário das trabalhadoras da empresa FINEX TECH-Maia

Já as trabalhadoras da Finex Tech, da Maia, realizaram também um plenário para decidir que medidas se deviam tomar perante o pedido de insolvência da empresa. A decisão foi: aguardar pelo resultado de uma reunião com o sindicato e o administrador de falências; decidida a insolvência, participar na assembleia de credores para reclamar os possíveis créditos (até ao momento as trabalhadoras não têm salário em atraso); deslocarem-se a Lisboa em protesto junto da Embaixada da Finlândia e eventualmente junto do Ministério da Economia.

Estiveram presentes no plenário os camaradas José Soeiro, Silvestre Pereira e Jorge Magalhães.

A CGTP fez-se representar também pelo secretário-geral, Arménio Carlos.

A eurodeputada Marisa Matias vai levar este caso ao Parlamento Europeu.

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