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Greves no grupo Galp Energia e nos portos

Os trabalhadores das empresas do grupo Galp Energia, nomeadamente Galp, Petrogal e Lisboagás, farão três dias de greve nos dias 17, 18 e 19 de setembro. Lutam por melhores salários e contra as alterações ao código de trabalho. Os trabalhadores do setor marítimo e portuário farão greves, entre 17 e 24 de setembro, contra a revisão do regime jurídico do trabalho portuário, que pode deixar sem trabalho metade dos trabalhadores.
4.000 trabalhadores do grupo Galp Energia fazem 3 dias de greve - Foto de Paulete Matos

A Fiequimetal (Federação Intersindical das Indústrias Metalúrgicas, Químicas, Elétricas, Farmacêutica, Celulose, Papel, Gráfica, Imprensa, Energia e Minas – filiada na CGTP) convocou uma greve de três dias dos trabalhadores das empresas do grupo Galp Energia, que abrangerá cerca de 4.000 trabalhadores, do universo da Galp Energia nas áreas da exploração, da produção, das refinarias e da distribuição.

Segundo o comunicado sindical, os trabalhadores decidiram a convocação da greve de três dias, a começar às zero horas de dia 17 de setembro, em plenários muito participados e lutam em defesa de direitos ameaçados, pela melhoria dos salários, exigindo o cumprimento da contratação coletiva.

A federação sindical considera “mais que justa uma atualização dos salários que, pelo menos, garanta a recuperação do poder de compra”, salientando que “os lucros da empresa, no 1.º semestre de 2012, atingem quase 200 milhões de euros, a que se juntam mais 160 milhões de euros em incentivos fiscais (dinheiro que deveria entrar no Orçamento do Estado e que, assim, já não entra e passa a engordar os fabulosos lucros do grupo)”.

Os trabalhadores denunciam, nomeadamente: “o aumento da exploração, através do aumento da duração do tempo de trabalho (vários dias de trabalho à borla)”; “a diminuição dos salários, por via da redução do valor/hora de trabalho, bem como a redução brutal no pagamento do trabalho extraordinário, dos feriados e outras retribuições”; “a eliminação dos descansos compensatórios, de dias feriados e dias de férias; “o aumento da comparticipação dos trabalhadores nos regimes do seguro de saúde”.

Por sua vez, a Frente Comum Sindical Marítima-Portuária convocou greves, com diferentes datas por sindicato, entre os dias 17 e 24 de setembro, em protesto contra “um conjunto de medidas (...) que lesam fortemente os trabalhadores marítimos e portuários portugueses”, nomeadamente o novo regime jurídico de trabalho portuário, que pode deixar sem trabalho metade dos trabalhadores.

O Sindicato dos Capitães, Oficiais Pilotos, Comissários e Engenheiros da Marinha Mercante declarou greve das 00h de 17 de setembro (segunda-feira) até à meia-noite de 18 de setembro (terça-feira), o mesmo período do Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado.

Os sindicatos dos trabalhadores portuários do Centro e Sul (que inclui Lisboa, Setúbal e Figueira da Foz), Caniçal, Sines, Aveiro e Viana do Castelo declararam greve das 00h de 19 de setembro (quarta-feira) até às 08h de dia 21 (sexta-feira).

O Sindicato Nacional dos Trabalhadores das Administrações Portuárias convocou a greve para a totalidade dos dias 21 e 24 de setembro (de sexta-feira a segunda-feira), de acordo com os pré-avisos destinados aos portos do Continente, Madeira e Açores.

A frente sindical “responsabiliza o Governo português pelo clima de instabilidade laboral vivido no setor marítimo e portuário nacional, bem como dos inevitáveis constrangimentos e gravíssimas repercussões que este clima representa para os portos e para a economia nacional”.

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