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Galegos ocupam centro de saúde contra "apartheid sanitário"

Dezenas de sindicalistas ocuparam um Centro de Saúde em Compostela, em protesto contra o decreto do Governo que tira aos imigrantes sem papéis o acesso aos cuidados de saúde gratuitos.
Foto Fernando Blanco/Diário Liberdade

A ocupação da passada segunda-feira contou também com uma mesa redonda intitulada "Apartheid sanitário e políticas migratórias", para além de uma reunião de profissionais de saúde e uma manifestação. Os sindicalistas da CUT que organizaram esta ação de desobediência civil lembraram que "a saúde pública, gratuita e universal foi uma conquista de muitíssimos anos de luta da classe trabalhadora" e que "a paciência da classe trabalhadora tem limites".

"Rebelamo-nos contra o Real Decreto de Segregação Sanitária (RD 16/2012), que pretende excluir dos cuidados de saúde uma grande parte da população imigrante", explicaram no comunicado em que exigem ao governo galego, liderado pelo PP e com eleições antecipadas para o próximo mês, que "deixe de desenvolver uma estratégia eleitoralista e de panos quentes com este tema e assuma a sua responsabilidade", não aceitando cumprir o Decreto que na prática tira aos sem-papéis o acesso à saúde.

Estes trabalhadores acusam o governo liderado por Nuñez Feijóo de "oportunismo eleitoral" em relação a este tema, ao aprovar uma portaria que prolonga por seis meses a situação atual e visa criar um cartão para "pessoas sem recursos", acabando com a universalidade do serviço de saúde. Para a CUT, trata-se do "regresso a um sistema de segregação racial e económica na saúde galega"

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